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FIN 2018: Nova oportunidade para reforçar exportações para a China

FIN 2018: Nova oportunidade para reforçar exportações para a China

A FIN 2018 abriu hoje portas. São três dias para potenciar negócios entre os países lusófonos e a China.

Incrementar as relações económicas entre Portugal, China, África e América Latina é o objetivo principal da FIN 2018 – Feira & Fórum Internacional de Negócios, um evento promovido pela Associação de Jovens Empresários Portugal China, e que conta com a participação de várias dezenas de entidades, de 40 nacionalidades.

Hoje, no arranque do evento, marcaram presença individualidades do mundo da política nacional, como Adriano Moreira, e internacional, de que é exemplo o antigo presidente do México, Vicente Fox Quesada, e personalidades várias do universo empresarial e económico.

Na cerimónia de abertura do evento, Adriano Moreira, político histórico ligado ao CDS-PP e antigo professor universitário, sublinhou a importância do comércio e da livre circulação de bens e pessoas para a paz mundial, que considera ameaçada nas circunstâncias atuais. “É isso que vai aproximando os povos”, disse, realçando nesse sentido “o significado destas reuniões” que congregam vários países num esforço de cooperação e que “são raras neste mundo”.

Adriano Moreira recordou ainda que Portugal teve um papel pioneiro no processo de globalização, aludindo ao fato de ter conseguido reunir todos os países de língua portuguesa na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

“A lusofonia como plataforma de ligação” foi a palestra que deu início aos trabalhos e onde foi destacada a importância da constituição de um tribunal arbitral da CPLP e da aplicação de boas práticas de governance para que os países de língua portuguesa possam ter um lugar no comércio global, como frisou Salimo Abdula, presidente executivo da Confederação Empresarial da CPLP.

Já Pedro Amaral Jorge, colaborador do Banco Africano de Desenvolvimento, recordou as oportunidades que a África sub saariana oferece às empresas portuguesas em áreas como as infraestruturas, o ambiente, abastecimento de água, onde há muito ainda por fazer. “Temos um potencial humano e técnico nesta área” e “todas as condições para aproveitar esta modernização que o banco africano está a pedir”, disse.

Diogo Noivo, da Firma, realçou a necessidade de olhar para o potencial dos negócios do comércio marítimo e do tráfego aéreo no mundo lusófono e criticou a falta de desígnio e de estratégia da comunidade.

A preocupação com a política protecionista que está a ser seguida pelo presidente norte-americano, Donald Trump, foi o centro da intervenção do antigo presidente do México, Vicente Fox, orador no painel “Ser global: Abrir portas para o mundo”. “Os EUA sentem-se o umbigo do mundo, mas só são 20%”, disse. Mas não se ficou só pelas críticas aos EUA e afirmou que a “a Europa se está a desmembrar, quando foi um bloco exemplar para o mundo”. Para Vicente Fox, o futuro continua a ser “a abertura dos mercados, que cria riqueza”.

Francisco Mendes Palma, CEO da AICEP Global Parques, sublinhou que o porto de Sines quer afirmar-se como a metrópole para o Atlântico e uma porta para a entrada de investimento, que possa ser aproveitada pela América Latina e pela China.

Na parte da tarde, foi inaugurada a feira de negócios. A FIN 2018 decorre até sábado.

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