observador.ptobservador.pt - 14 jun 23:33

Dispositivo de combate a incêndios com 45 meios aéreos a partir de sexta-feira

Dispositivo de combate a incêndios com 45 meios aéreos a partir de sexta-feira

Governante destacou o "grande reforço" nos meios aéreos, que têm este ano períodos de operação "significativamente alargados", e lembrou que vão passar a estar disponíveis durante todo o ano.

O dispositivo de combate a incêndios vai contar a partir de sexta-feira com mais oito meios aéreos, passando a estar disponíveis um total de 45, disse hoje no parlamento o secretário de Estado da Proteção Civil. Na Comissão de Agricultura e Mar, José Neves adiantou que, no período de 2013 a 2017, o dispositivo contava com 28 meios aéreos.

A partir de amanhã teremos no dispositivo de combate 45 meios aéreos, que compara com 28 meios no período 2013/2017″, disse aos deputados o secretário de Estado.

O governante, que esteve no parlamento para apresentar o Dispositivo Especial de Combates a Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, destacou o “grande reforço” nos meios aéreos, que têm este ano períodos de operação “significativamente alargados”, bem como vão passar a estar disponíveis durante todo o ano.

“Verifica-se um grande reforço do dispositivo de meios aéreos, com mais oito meios face aos anos anteriores, um deles na Região Autónoma da Madeira, e com períodos de operação significativamente alargados. Dez helicópteros e quatro aviões com operação todo o ano e crescimento muito significativo dos meios em junho e outubro”, sustentou.

Como exemplo, referiu que, “nesta data, nos anos anteriores tínhamos 11 meios aéreos no dispositivo e em 2018, ao dia de hoje, temos 37 meios aéreos disponíveis”.

Dando conta dos meios disponíveis no período de maior empenhamento operacional, entre o 01 de julho e 30 de setembro, o secretário de Estado referiu que o DECIR 2018 conta com 10 767 operacionais, mais 1027 face a 2017, 2303 viaturas (mais 250 viaturas) e 55 meios aéreos (mais sete face a 2017, sem considerar o helicóptero que irá operar na Madeira).

Aos deputados, José Neves afirmou que o Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP) foi reforçado com a instalação das soluções de redundância de transmissão nas estações base com recurso a comunicações satélite e aumento da autonomia energética com recurso a 18 geradores móveis distribuídos em Vila Real, Viseu e Santarém, bem como a aquisição de quatro novas estações móveis que podem ser utilizadas em áreas com problemas de cobertura da rede.

O secretário de Estado disse ainda que está a funcionamento em 75% dos corpos de bombeiros o sistema de georreferenciação SIRESP GL, estando previsto que até ao final do mês esteja instalado na totalidade das corporações.

Esta ferramenta de georreferenciação permite localizar as viaturas e os diferentes meios operacionais nos teatros de operação em tempo real e a monitorização das decisões operacionais.

O governante garantiu ainda que “o país está hoje melhor preparado para fazer face aos incêndios rurais”.

Também na comissão, o comandante operacional nacional da Autoridade Nacional de Proteção Civil garantiu: “Estamos a trabalhar com tudo que temos para que nada falhe”.

Duarte da Costa disse igualmente que a grande aposta passa pelo combate inicial, que deve ser “musculado” e “robusto” para se evitar que os fogos se transformem em grandes incêndios.

O deputado do PSD Duarte Marques acusou o Governo de propaganda e discordou que esta seja a época de fogos com o maior número de meios aéreos.

Duarte Marques disse ainda que não se deve comparar este ano com o ano passado, tendo em conta que 2017 foi o ano com mais mortos e maios hectares ardidos.

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