expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 14 jun 19:57

Tendência do CDS pressiona Cristas e faz sessão para defender touradas

Tendência do CDS pressiona Cristas e faz sessão para defender touradas

O presidente do Centro Cultural de Belém vai marcar presença na sessão, que acontece uma semana antes de ser discutida uma proposta para abolir as touradas. Tendência Esperança em Movimento quer que Assunção Cristas assuma uma posição

Depois de o PAN ter agendado, para 6 de julho, a discussão parlamentar de um projeto para proibir as touradas em Portugal, o CDS contra-ataca. A única corrente interna oficializada no seio do partido, a Tendência Esperança em Movimento (TEM), vai promover no dia 28 de junho, na sede do partido (o Largo do Caldas, em Lisboa), uma sessão sobre touradas.

Não será um debate, uma vez que entre os convidados se contam apenas apoiantes das touradas, sejam eles próprios toureiros ou aficionados e veterinários. O objetivo dos organizadores, diz ao Expresso Abel Matos Santos, líder da TEM, é promover a discussão pública sobre esta questão: "A TEM entende ser seu dever esclarecer os Portugueses sobre esta realidade ancestral do seu povo, bem como desmontar os mitos e falácias profusamente divulgadas pelos que querem apagar a tradição das nossas gentes", argumenta.

No painel de oradores estarão Hélder Milheiro, representante da Prótoiro; os toureiros Victor Mendes e Paulo Caetano; o veterinário Joaquim Grave; e o forcado José Fernando Potier. Do elenco fará ainda parte o atual presidente do Centro Cultural de Belém, Elísio Sumavielle, embora esteja identificado como "espetador/aficionado".

Esta tendência do partido pretende com a sessão fazer com que o partido assuma publicamente posição sobre o assunto, ou seja, que "sirva para o CDS se afirmar claramente a favor da tourada, ex-libris da tradição e da cultura portuguesas e com forte impacto positivo na economia". Em março, questionada pelo Expresso, a presidente do partido, Assunção Cristas, dizia ver a tourada "como um bailado", uma forma de arte, embora admitisse chegar a "ter pena" dos animais.

D.R.

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