eco.pteco.pt - 14 jun 16:22

O Mundial mais caro de sempre custa… 11.000.000.000€

O Mundial mais caro de sempre custa… 11.000.000.000€

A maior parte do investimento foi feito em melhorias dos transportes. Só 30% foi utilizado na construção de infraestruturas desportivas.

Começou na casa dos oito mil milhões de euros, passou para mais de nove mil milhões e já vai em 11 mil milhões de euros. É esse o valor que se estima que vá custar toda a organização do Campeonato do Mundo de Futebol de 2018, que arranca esta quinta-feira com o jogo de abertura entre a Rússia e a Arábia Saudita.

Os cálculos são das autoridades russas, que indicam que 70% deste montante será suportado com fundos públicos, enquanto o restante será coberto por investidores privados. Este investimento de 13 mil milhões de dólares (pouco mais de 11 mil milhões de euros) será o mais elevado de sempre a ser suportado pelo país organizador do Mundial.

Os dados recolhidos pelo banco Nordea mostram que o custo de organização deste campeonato tem vindo a aumentar a cada edição, desde 1998, quando decorreu em França. Mas foi em 2014, quando o país organizador foi o Brasil, que se observou o maior salto nos custos.

Mundial da Rússia é o mais caro de sempre

Deste montante, 30% foi investido na construção de infraestruturas desportivas, 50% na melhoria dos transportes e o restante em atividades de apoio à competição.

Apesar do investimento avultado, os russos acreditam que o evento poderá ter um impacto económico que será, também ele, um recorde. Em abril, o vice-primeiro-ministro do país, Arkady Dvorkovich, dizia que o campeonato “terá um impacto económico considerável” e que, aliás, “já impulsionou o desenvolvimento das regiões anfitriãs”.

Ao todo, contando com as receitas diretas arrecadadas com o Mundial, bem como com o aumento do emprego e do turismo nos próximos anos, o governo russo antecipa um impacto económico que poderá situar-se entre os 26 mil milhões de dólares (22 mil milhões de euros) e os 30,8 mil milhões de dólares (mais de 26 mil milhões de euros), ao longo da década de 2013 (ano em que a Rússia começou a investir na construção de infraestruturas) até 2023.

Só no ano da competição, as receitas arrecadadas pelo país deverão adicionais entre 0,15 e 0,25 pontos percentuais ao crescimento do PIB, estima o Nordea. O Mundial, antecipa ainda o banco, poderá também contribuir para evitar um défice da balança corrente da Rússia. Não será, ainda assim, suficiente para garantir um excedente significativo.

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