www.jornaldenegocios.ptjornaldenegocios.pt - 18 mai 11:59

Actividade económica desacelera há cinco meses consecutivos

Actividade económica desacelera há cinco meses consecutivos

A economia portuguesa desacelerou no final de 2017 e continuou essa trajectória no primeiro trimestre deste ano. Em Março, a actividade económica cresceu ao menor ritmo em um ano.
A actividade económica está a travar há cinco meses consecutivos. A desaceleração começou em Novembro e agravou-se em Março, de acordo a Síntese de Conjuntura divulgada pelo INE. Uma evolução esperada dado que o PIB desiludiu no primeiro trimestre com um crescimento de 2,1%.

"O indicador de actividade económica diminuiu em Março, à semelhança dos quatro meses anteriores", lê-se no destaque do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado esta sexta-feira, dia 18 de Maio. A actividade económica cresceu 2,5% em Março, em comparação homóloga, o ritmo mais baixo desde Janeiro do ano passado.
Após em grande parte de 2017 ter registado um ritmo elevado de actividade económica, o indicador começou a desacelerar no final do ano passado. Uma trajectória que continuou no arranque deste ano. Ainda assim, o ritmo de crescimento continua acima do que se registou em 2016, ano em que a economia cresceu 1,6%. Para 2018 a previsão do Governo é que a economia cresça 2,3%, abaixo dos 2,7% de 2017.

De acordo com os dados do INE, o indicador de consumo privado estabilizou em Março, fruto do abrandamento da componente de consumo duradouro. Já o indicador de investimento interrompeu o ciclo de cinco meses em queda e acelerou pela primeira vez este ano, principalmente devido ao maior contributo das componentes de material de transporte e máquinas e equipamentos.

Os Indicadores de Curto Prazo (ICP), disponíveis até Março, "apontam para um abrandamento da actividade económica em termos nominais na indústria e para uma aceleração nos serviços". 

No levantamento de indicadores que faz, o INE mostra vários que estabilizam ou desaceleram, o que poderá indiciar um abrandamento económico mais forte do que o antecipado. Por exemplo, na Zona Euro, em Abril, tanto o indicador de confiança dos consumidores como o indicador de sentimento económico diminuíram.

No entanto, o gabinete de estatísticas alerta para os efeitos sazonais: "Note-se que o comportamento de alguns indicadores não ajustados de efeitos de sazonalidade e de calendário poderá ser influenciado por efeitos de calendário", nomeadamente o facto de Março de 2018 ter menos dois dias do que Março de 2017.
1
1