expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 18 mai 10:01

Justiça brasileira manda prender José Dirceu, ex-número dois de Lula da Silva

Justiça brasileira manda prender José Dirceu, ex-número dois de Lula da Silva

O antigo ministro-chefe da Casa Civil do Presidente do Brasil tem até às 17 horas desta sexta-feira (21h em Lisboa) para se entregar à polícia em Brasília. Dirceu foi condenado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro num processo que investiga irregularidades na Petrobras. Atualmente em liberdade, mas com pulseira eletrónica, o ex-governante já cumpriu parte da pena de 32 anos a que foi condenado, quando esteve preso preventivamente entre 2015 e 2017

A Justiça Federal brasileira emitiu esta quinta-feira um mandado de prisão contra o antigo ministro José Dirceu para que continue a cumprir a pena de 32 anos a que foi condenado no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-número dois de Lula da Silva tem até às 17h desta sexta-feira (21h em Lisboa) para se apresentar à Polícia Federal em Brasília.

O advogado do antigo governante já informou a justiça de que o seu cliente pretende entregar-se. José Dirceu foi condenado por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro num processo que investiga irregularidades na Petrobras, e acusado de receber dinheiro de empresas que prestavam serviços à petrolífera brasileira.

Atualmente em liberdade, mas com pulseira eletrónica, Dirceu viu o seu último recurso em segunda instância ser negado por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre. A defesa do ex-ministro ainda pode recorrer da condenação nos tribunais superiores, tendo 15 dias para o fazer.

José Dirceu, que serviu entre 2003 e 2005 como ministro-chefe da Casa Civil do então Presidente Lula da Silva, já cumpriu parte da pena de 32 anos a que foi condenado, quando esteve preso preventivamente no estado do Paraná, entre agosto de 2015 e maio de 2017. A pena de Dirceu é a segunda mais pesada na Operação Lava Jato até ao momento. A primeira é a que foi aplicada ao antigo diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque: 43 anos de prisão.

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