eco.pteco.pt - 18 mai 11:18

Combustíveis sobem 2 cêntimos. Gasóleo passa dos 1,45 euros

Combustíveis sobem 2 cêntimos. Gasóleo passa dos 1,45 euros

Com os preços do petróleo em máximos nos mercados internacionais, os condutores portugueses vão sentir mais um agravamento dos preços dos combustíveis. É a nona semana consecutiva de subidas.

Vem aí mais um aumento do preço dos combustíveis. Com o petróleo a acelerar nos mercados internacionais, superando a fasquia dos 80 dólares em Londres, os valores de venda da gasolina e do gasóleo vão agravar-se entre dois e 2,5 cêntimos. Será a nona semana consecutiva de subidas, levando o valor pago pelos portugueses nos postos de abastecimento a novos máximos de 2014.

Tendo em conta estes novos aumentos, o preço médio do gasóleo simples deverá passar dos atuais 1,348 euros, de acordo com os dados da Direção Geral de Energia e Geologia, para 1,368 euros, depois do aumento de dois cêntimos previsto. Nos postos de abastecimento o valor que os portugueses vão passar a pagar deverá superar a fasquia dos 1,45 euros. Atualmente, nos principais postos, o litro do diesel é ser vendido a cerca de 1,435 euros.

No caso da gasolina, que está a ser comercializada a 1,644 euros nas “bombas”, deverá passar para quase 1,67 euros. O preço médio da gasolina simples de 95 octanas está nos 1,564 euros, devendo aumentar entre dois a 2,5 cêntimos para cerca de 1,59 euros, valor este que representará um novo máximo desde meados de 2014.

Esta nova semana de subida dos preços, a nona consecutiva, traduz a tensão vivida no mercado petrolífero. É que não só nos EUA se começa a assistir a uma quebra nos inventários, isto quando se aproxima a tradicional “driving season”, que leva a uma maior procura por combustíveis, como a oferta da matéria-prima poderá encolher, fruto das quebras de produção da Venezuela e do Irão.

A Agência Internacional de Energia já veio alertar para o impacto da quebra da produção destes dois países, que antes de acontecer de se materializar já levou o Brent a superar os 80 dólares. “A eventual dupla diminuição da produção do Irão e da Venezuela poderia representar o maior desafio para os produtores, que teriam de evitar a abrupta subida dos preços e compensar as quedas daqueles países”, alertou.

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