observador.ptobservador.pt - 18 mai 00:00

Turismo do Algarve “repudia” decisão da Agência do Ambiente

Turismo do Algarve “repudia” decisão da Agência do Ambiente

Turismo do Algarve repudia decisão da Agência Portuguesa do Ambiente ter dado luz verde, com dispensa de uma avaliação de impacto ambiental, ao furo de petróleo pela Eni-Galp, ao largo de Aljezur.

“Desrespeitosa e vergonhosa”, é assim que Desidério Silva, presidente da Região e Turismo de Algarve (RTA), classifica a decisão da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) de permitir o avanço de um furo de prospeção petrolífera pelo o consórcio Eni-Galp ao largo de Aljezur.

Em comunicado enviado às redações, o presidente da RTA, afirmou: “O Algarve, que é um território tão natural, com uma população tão acolhedora que recebe todos os meses milhares de turistas, não merece ser desconsiderado. Rejeitar uma avaliação de potenciais riscos de perfuração é negar a importância que a população tem para um País”. Desidério Silva continua e diz que “é uma afronta o Governo compactuar e negar a existência de impactos negativos não só para o ambiente, mas também para os habitantes do território Algarvio.”

A decisão da APA foi anunciada esta quarta-feira. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, anunciou que até ao final da atual legislatura não vão existir novas licenças de prospeção de petróleo. Contudo, afirmou que a decisão não tem efeitos retroativos de licenças atribuídas por outros governos, como é o caso da licença ao consórcio consórcio Eni-Galp.

Esta quinta-feira, segundo noticiou a Lusa, mais de cem manifestantes juntaram-se ao presidente da câmara municipal de Aljezur, José Gonçalves, que pediu a demissão do presidente da APA, José Gonçalves. Ao mesmo meio, o autarca afirmou que a decisão da APA “pode abrir um precedente muito perigoso na isenção de estudos de impacto ambiental”.

A APA justificou a decisão por não terem sido “identificados impactos negativos significativos” na realização do furo.

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