tribunaexpresso.pttribunaexpresso.pt - 16 mai 12:33

Daniel Sampaio pede a saída de Bruno de Carvalho. “Não é possível que tudo fique na mesma”

Daniel Sampaio pede a saída de Bruno de Carvalho. “Não é possível que tudo fique na mesma”

Apoiante de longa data do presidente do Sporting pede a demissão de todos os órgãos sociais e a realização de novas eleições

Daniel Sampaio, antigo dirigente dos leões e vice-presidente da Assembleia Geral entre 2011 e 2013, defende a demissão de todos os órgãos sociais do clube e a convocação de novas eleições.

"Defendi até há muito pouco tempo a continuidade de Bruno de Carvalho atendendo ao excelente trabalho que fez no Sporting, mas neste momento não vejo outra saída que não seja eleições. Não é possível que tudo fique na mesma depois destes acontecimentos gravíssimos. Acho que deve haver uma demissão coletiva de todos os órgãos sociais, sem exceção, já que todos têm a sua quota-parte de responsabilidade", frisou Daniel Sampaio.

Para o antigo dirigente leonino, as insinuações de que Bruno de Carvalho pode ser moralmente responsável pelas agressões a jogadores e equipa técnica registadas terça-feira na Academia de Alcochete "não têm qualquer fundamento". Ainda assim, Daniel Sampaio defende que o presidente do Sporting "deve assumir que não conseguiu controlar este processo".

"É fundamental defender os jogadores, que são vítimas neste processo. Podemos ficar aborrecidos quando jogam menos bem, mas é inaceitável que não tenham condições de segurança", frisou, pedindo "punições exemplares" para os autores das agressões. "Independetemente da decisão dos tribunais, se forem sócios, têm de ser expulsos e proibidos de entrar em todos os recintos".

Em declarações à Tribuna, o antigo dirigente leonino defende que Bruno de Carvalho tem o direito de se recandidatar à presidência do clube, mas "deve ponderar muito bem" antes de fazê-lo. "Devem surgir mais pessoas. A oposição deve ter um rosto e é importante que as eleições sejam participadas", sublinha, afirmando não estar disponível para voltar a concorrer aos órgãos sociais, de que fez parte entre 2011 e 2013.

"Tenho 71 anos. Sou um adepto que acompanha muito de perto o clube. Não me dispenso de emitir opiniões, mas não quero nenhum cargo".

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