expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 17 abr 12:47

Bem-vindos à gestão financeira moderna

Bem-vindos à gestão financeira moderna

Elevados volumes de dados, globalização e velocidade de transformação dos modelos de negócio obrigam departamentos financeiros a reinventar-se em nome da eficiência e do desempenho

Mais do que gerir despesa e receita ou criar relatórios para posterior interpretação pela administração, o departamento financeiro é hoje uma peça fundamental na engrenagem de uma organização.Sem uma gestão financeira abrangente e informada, suportada em sistemas onde dominam as analíticas, as empresas correm o risco de perder o comboio da competitividade. "E a viagem da finança moderna está apenas a começar", alerta Rita Piçarra, CFO (Chief Finantial Officer) da Microsoft Portugal, em jeito de resumo na abertura da quarta sessão do Ativar o Futuro, projeto conjunto do Expresso e da Microsoft que se realizou esta manhã na sede da Impresa.

Este foi o mote para uma conversa que, durante hora e meia, juntou a responsável financeira da Microsoft com representantes de setores como a banca, a saúde e o turismo, com o objetivo de discutir a "Gestão Financeira e Performance" e os desafios que comporta às empresas.

O debate, moderado por João Vieira Pereira, diretor-adjunto do Expresso, contou com a presença de Luís Pereira Coutinho, CEO do Banco CTT, José Luís Biscaia, coordenador nacional para a reforma da saúde, e Pedro Fino, CFO do Grupo Pestana.

A transformação de dados, acumulados em sistemas que por vezes não 'conversam' entre si, em conhecimento que permita tomar decisões rápidas e informadas é um desafio transversal a toda a indústria, como reconheceram os presentes. Da banca à saúde, passando pelo turismo, esta é uma necessidade de qualquer organização que pretenda manter-se competitiva.

"Fornecer informação estratégica para tomadas de decisão é o futuro da gestão financeira", disse Rita Piçarra. E aqui, acrescenta Luís Pereira Coutinho, a tecnologia é fundamental mas "não suficiente se não existir um modelo de governação de dados bem estruturado".

O mesmo acontece na saúde, como defende José Luís Biscaia. "O modelo de governação clínica é essencial e complementar ao corporativo mas só se faz com conhecimento e tecnologia, elementos que ajudam a definir a organização e os processo de tratamento clínico".

Já no turismo, garante Pedro Fino, a vertente financeira e de apoio à gestão é determinante para o sucesso das empresas. A globalização e a democratização do acesso à informação por parte dos clientes exige uma resposta imediata e informada. "O e-commerce deu mais independência aos hoteleiros mas, por outro lado, obriga a uma maior responsabilização na promoção direta e no conhecimento que têm do cliente".

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