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Grupo Cortefiel muda de nome. Agora é Tendam

Grupo Cortefiel muda de nome. Agora é Tendam

As cinco marcas comerciais do grupo e as suas lojas continuam a existir. O que muda é o nome da holding. O grupo fala em posicionamento estratégico para vencer desafios futuros de internacionalização, crescimento e digitalização. A imprensa espanhola fala do regresso à bolsa ainda este ano

No grupo Cortefiel, a hora é de mudança de nome e de imagem. Os clientes continuam a poder ir às lojas das cinco marcas comerciais do grupo, mas a holding passa a chamar-se Tendam e assume uma nova identidade corporativa.

A mudança, apresentada no Word Retail Congress, a decorrer em Madrid, estava a ser preparada já há dois anos e é anunciada como uma aposta estratégica de "evolução do grupo Cortefiel enquanto empresa, ganhando valor como organização dedicada à gestão de marcas no segmento premium mass market".

A Tendam passa, assim, a abarcar as marcas Cortefiel, Pedro del Hierro, Woman´s Secret e Fifty, com uma estrutura de duas mil lojas em 90 países.

"Com a consolidação e crescimento de um multiportfolio não fazia sentido continuarmos a definir o grupo com o nome de uma das marcas, ainda que essa fosse a sua origem", justifica Jaume Miquel, presidente executivo da Cortefiel, agora Tendam, em comunicado.

Para o gestor, esta alteração ajuda o grupo a ganhar valor como empresa dedicada à gestão de marcas. "A soma das marcas que a compõem multiplica a força da empresa de forma exponencial, com um modelo de gestão baseado na alavancagem operacional de uma poderosa estrutura central", acrescenta.

O processo assenta em cinco eixos: "Crescimento baseado em fundamentos de negócio sólidos, estratégia go-tomarket implementada com êxito, crescimento e alta rentabilidade no negócio online, melhoria nos processos e critérios de eficiência e impulso da sua estrutura corporativa centralizada que incrementa as marcas".

Para o grupo, está em causa criar pilares para garantir capacidade de resposta aos desafios da internacionalização, crescimento e digitalização. Mas, a imprensa espanhola aponta esta decisão como mais um passo dado no sentido de um regresso à bolsa.

O "La Vanguardia" é um dos jornais que refere "rumores de mercado" sobre uma previsível reentrada em bolsa já no segundo semestre do ano, depois de, em março, ter sido divulgado que os atuais acionistas, os fundos de investimento Pai Partners e CVC pediram ao Credit Suisse, Nomura e Morgan Stanley para prepararem esta admissão ao mercado.

A confirmar-se esse cenário, o grupo regressa à bolsa 12 anos depois, sublinha o jornal, recordando que a família fundadora (Hinojosa) vendeu o grupo em 2005 a fundos de capital de risco por 1,4 mil milhões de euros. O exercício fiscal de 2017 terá fechado com lucros, pela primeira vez em quatro anos, beneficiando da estratégia de vendas online e internacionalização seguidas.

O plano de negócios definido para cinco anos prevê a abertura de 500 lojas até 2021, 50 a 60 das quais em Espanha, um investimento de 250 milhões de euros. e uma aposta para potenciar a estratégia omnicanal e a atenção personalizada ao cliente

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