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Madrid - Cristina Cifuentes renuncia a mestrado após acusações de falsificação

Madrid - Cristina Cifuentes renuncia a mestrado após acusações de falsificação

A presidente da Comunidade de Madrid assegurou que "nem currículo nem notas tinham sido falsificadas"

Cristina Cifuentes, do Partido Popular no poder, anunciou esta terça-feira que renuncia ao seu mestrado universitário na sequência de denúncias de irregularidades e falsificações cometidas na sua obtenção.

A governante revelou a sua decisão através da rede social Twitter e escreveu uma carta ao reitor da Universidade Rei Juan Carlos para pedir desculpa, mas recorda que cumpriu todo o processo burocrático que lhe foi pedido, assim como o estipulado na lei.

A presidente da Comunidade de Madrid é vista como uma possível candidata à sucessão do presidente do Partido Popular (PP) e atual primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, e todos os analistas consideram que tomou esta decisão para tentar assegurar a sua sobrevivência política.

Na carta, Cristina Cifuentes insiste que tem "o correspondente título oficial, assim como todos os certificados" de mestrado, mas que a sua obtenção foi afetada "por diversas irregularidades administrativas" que lhe são estranhas.

O Ministério Público já tinha iniciado em abril um inquérito para investigar se Cristina Cifuentes falsificou o seu diploma de mestrado universitário.

Este caso tem lugar um ano depois da ex-presidente da região de Madrid (Comunidade Autónoma) Esperanza Aguirre, também do Partido Popular, ter sido implicada num escândalo de desvio de fundos públicos.

A polémica à volta de Cifuentes foi iniciada quando o site do jornal El Diario noticiou que a presidente da região de Madrid tinha obtido um mestrado na universidade pública Rei Juan Carlos, graças à falsificação de duas notas.

As acusações foram subindo de tom, tendo um outro meio de comunicação social, El Confidencial, avançado com a existência de duas assinaturas falsas num documento apresentado por Cifuentes para provar que o diploma era verdadeiro.

A controvérsia tem lugar um ano antes das eleições regionais de maio de 2019, com os partidos de esquerda, PSOE (socialistas) e Podemos (extrema-esquerda) a quererem afastar o PP da Comunidade Autónoma de Madrid, uma das mais ricas de Espanha e onde se encontra a capital do país.

Cifuentes compareceu na semana passada no parlamento regional para se defender, tendo assegurado que "nem currículo nem notas tinham sido falsificadas", mas não apresentou o trabalho de fim de mestrado que teria perdido durante uma mudança.

As suas explicações não convenceram a oposição, que pede a sua demissão, tendo o PSOE apresentado uma moção de censura.

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