pplware.sapo.ptpplware.sapo.pt - 17 abr 17:00

Asteroide gigante passa de surpresa entre a Lua e a Terra

Asteroide gigante passa de surpresa entre a Lua e a Terra

Batizaram o asteroide de 2018 GE3 e foi descoberto pelo programa da NASA, Catalina Sky Survey da Universidade do Arizona, no passado dia 14 de abril.

O planeta Terra foi novamente surpreendido pela passagem “próxima” de um asteroide relativamente grande, que cruzou pela órbita da Terra e da Lua no passado fim de semana.

Poucos deram conta e os cientistas que conseguiram perceber a passagem só notaram o corpo celeste momentos antes da aproximação.

Batizaram-no de 2018 GE3 e foi descoberto pelo programa da NASA, Catalina Sky Survey da Universidade do Arizona, no passado dia 14 de abril. Este objeto sobrevoou a órbita da Lua, horas depois de descoberto. Esta passagem, como podemos ver a seguir, foi captada e registada pelo astrónomo amador austríaco Michael Jäger, no momento em que o objeto passava pelas constelações do sul de Serprens.

O 2018 GE3 é o maior asteroide conhecido a passar tão perto da Terra na história da observação.

A intensidade da luz refletida pelo 2018 GE3 indica que o corpo teria entre 48 e 110 metros de largura. Este asteroide é 3.6 vezes maior do que o asteroide de Tunguska, que arrasou 2000 km2 de floresta na Sibéria em 1908.

Referiu Jäger, citado pelo space.com.

E se o asteroide tivesse atingido a Terra?

Como foi referido, se um corpo celeste desta dimensão tivesse atingido a Terra, haveria uma devastação, mas ao nível regional, não seria um impacto com destruição global. Além disso, quando o 2018 GE3 entrasse na nossa atmosfera, possivelmente iria desintegrar-se, não chegando sequer a atingir o solo do nosso planeta.

Numa comparação possível, este asteroide recém-descoberto é entre três a seis vezes maior do que outro objeto recente que se desintegrou em Chelyabinsk, na Rússia, em 2013.

As imagens foram amplamente publicitadas e deram conta que este asteroide, na altura, feriu mais de 1200 pessoas e danificou milhares de edifícios a 93 km do local de impacto. Parece que afinal precisamos de mais tecnologia “a ver estrelas”.

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