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Operação Fizz. Proença de Carvalho admite ter falado duas ou três vezes com procurador Orlando Figueira

Operação Fizz. Proença de Carvalho admite ter falado duas ou três vezes com procurador Orlando Figueira

O advogado disse que só conheceu o ex-procurador Orlando Figueira depois de este deixar o Ministério Público.

O advogado Proença de Carvalho disse esta segunda-feira na TVI 24 que falou "duas ou três vezes" com o procurador Orlando Figueira, envolvido no processo Fizz. Este é um caso de corrupção que envolve também o antigo vice-presidente de Angola Manuel Vicente.

“Não falei o número de vezes ao telefone que é dito, é manifestamente exagerado. Terão sido duas ou três vezes”, apontou Proença de Carvalho.

“Apenas conheci o dr. Orlando Figueira depois de 2015, quando ele já tinha saído do Ministério Público”, garantiu.

Questionado sobre se não acha estranho o número de vezes que foi contactado pelo antigo magistrado, Proença de Carvalho afirmou que agora que foi arrolado como testemunha irá esclarecer tudo em tribunal.

Há um mês foi noticiado que Orlando Figueira, acusado de corrupção no caso Fizz, recebeu dezenas de chamadas do escritório de Proença de Carvalho para o seu telemóvel entre fevereiro de 2015 e fevereiro de 2016.

Nessa altura, o magistrado soube que estava a ser investigado num processo-crime e declarou ao fisco cerca de meio milhão de euros que não tinha declarado em 2013 e 2014.

O processo 'Operação Fizz' tem por base acusações ao antigo vice-presidente de Angola Manuel Vicente de ter corrompido Orlando Figueira com 760 mil euros para que este arquivasse dois inquéritos, por interferência do advogado e arguido Paulo Blanco e do procurador de Manuel Vicente, Armindo Pires.

O ex-procurador do DCIAP está pronunciado por corrupção passiva, branqueamento de capitais, violação de segredo de justiça e falsificação de documentos, Paulo Blanco por corrupção ativa em coautoria, branqueamento também em coautoria, violação de segredo de justiça e falsificação de documento em coautoria e Armindo Pires, por corrupção ativa, branqueamento e falsificação de documento, também em coautoria.

O processo do ex-vice-presidente angolano foi separado no início deste julgamento em curso.

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