expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 14 mar 18:40

Centeno quer mais investimento nas ligações ferroviárias à Europa

Centeno quer mais investimento nas ligações ferroviárias à Europa

O ministro das Finanças assegurou hoje, em Cascais, na conferência anual da revista The Economist, que o país tem de apostar seriamente nas interligações ferroviárias ao resto da Europa, pois só assim poderá haver desenvolvimento económico sustentado

O ministro das Finanças Mário Centeno disse hoje que a prioridade do investimento público nos próximos anos vai recair sobre os transportes ferroviários e a ligação ao resto da Europa.

Questionado por Daniel Franklin, editor executivo da revista The Economist, o ministro – que falava no âmbito da conferência Lisbon Summit – sublinhou que Portugal tem de aproveitar ao máximo o incremento das interligações europeias, que serão fundamentais para o desenvolvimento económico do país no médio e longo prazo.

Na sessão de encerramento da conferência organizada pela revista The Economist, que decorreu desde ontem em Cascais, Mário Centeno frisou também que Portugal vai ter de saber “fazer mais com o mesmo”, numa referência ao dinheiro que vai chegar ao país por via do próximo Quadro Comunitário de Apoio, que agora começa a ser negociado em Bruxelas.

Em matéria de prioridades, o ministro das Finanças sublinhou ainda a importância de três eixos fundamentais: a qualificação das pessoas, a aposta na demografia e a estabilização do sistema financeiro. Mas disse logo a seguir que as reformas necessitam de tempo e têm de ser amadurecidas. No entanto, acredita que no médio prazo o resultado daquelas apostas estruturais podem vir a fazer a diferença mesmo a nível europeu.

Portugal é um caso de sucesso europeu

Otimista, Centeno referiu que Portugal é, hoje, um caso de sucesso em toda a Europa, e que o país está numa trajetória de crescimento sustentado com uma credibilidade crescente em todas as frentes. “Estamos na fase de maior crescimento deste século, acima da média da União Europeia e da Zona Euro. É o crescimento mais sustentável das últimas décadas”, disse o ministro.

O titular das Finanças salientou também o facto de o investimento estar em alta, as exportações a crescer 7,9% e desemprego a cair. As vendas ao exterior têm ainda a particularidade de estarem a diversificar tanto nos produtos como nas geografias para onde estão orientadas.

Mário Centeno destacou ainda o crescimento médio de 2% dos salários em 2017, e o aumento de 7% das contribuições sociais. “Há mais rendimento distribuído em forma de salários e só nos podemos orgulhar disso. Na verdade, é o reflexo estrutural da mudança que está a acontecer na nossa economia”.

A confiança dos portugueses aumentou para níveis históricos, a dívida caiu para 125,6% do Produto Interno Bruto, “a maior queda dos últimos 20 anos”, segundo Centeno. O sector privado tinha um endividamento de 190% do PIB em 2014, tendo caído para 170% em 2016.

O ministro garantiu ainda que tem havido um investimento claro nos sectores da Saúde e da Educação, com a contratação de mais médicos, enfermeiros e professores.

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