observador.ptobservador.pt - 14 mar 21:32

Comissão Interamericana de Direitos Humanos pede proteção para migrantes venezuelanos

Comissão Interamericana de Direitos Humanos pede proteção para migrantes venezuelanos

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos pediu aos países do continente americano que protejam os venezuelanos que se veem forçados a migrar para Estados limítrofes.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pediu esta quarta-feira aos países do continente americano que protejam os venezuelanos que se veem forçados a migrar para Estados limítrofes. Segundo uma resolução aprovada esta quarta-feira, aquela organização considera ser chegado o momento de os países do continente retribuírem a solidariedade que durante anos receberam do povo da Venezuela.

Historicamente, o Estado e o povo venezuelano estiveram entre os mais hospitaleiros para fornecer proteção e abrigo a centenas de milhares de pessoas (…) chegou o momento para que os países das Américas devolvam a solidariedade e apoiem o povo venezuelano”, lê-se num comunicado de imprensa divulgado pela CIDH.

No documento, a CIDH insta os Estados da região a aplicarem as recomendações estabelecidas na Resolução 02/18 e precisa que “está à disposição para fornecer cooperação técnica na elaboração e na implementação de políticas, leis e práticas públicas para enfrentar a situação migratória e as necessidades de proteção internacional dos venezuelanos”.

A resolução, explica, foi aprovada em “resposta à situação de milhares de pessoas venezuelanas que, diante da grave crise política, económica e social que afeta a Venezuela, foram forçadas a migrar para outros países da região nos últimos anos como estratégia de sobrevivência, que lhes permita preservar direitos como a vida, integridade, liberdade, saúde e alimentação, para si e suas famílias”.

A CIDH recorda que no passado dia 31 de janeiro “o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) contabilizava 133.574 pedidos de asilo de venezuelanos, em contrapartida 350.861 pessoas venezuelanas se registavam para outras alternativas migratórias para sua regularização”.

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