www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 14 mar 17:56

Má gestão na saúde? Centeno diz que palavras foram "deturpadas"

Má gestão na saúde? Centeno diz que palavras foram "deturpadas"

Centeno afirma que frase foi retirada do contexto

“Os recursos que estão a ser dedicados ao Serviço Nacional de Saúde são muito superiores àqueles que eram em 2015 e pode obviamente, seguramente haver má gestão. Haverá e temos de olhar para ela”. Foi esta a frase, dita pelo Ministro das Finanças na manhã desta quarta-feira no Parlamento, que depois de publicada por diversos órgãos de comunicação social provocou incómodo e levou Mário Centeno a fazer um esclarecimento.

Em declarações aos jornalistas à margem da Lisbon Summit, o ministro sublinhou que “alguém tirou algumas palavras das minhas frases, que nunca é uma coisa muito bonita de se ver, quando são retiradas palavras de uma frase que tinha um sentido”.

A questão surgiu devido ao aumento da dívida do SNS em mais de 620 milhões de euros desde que o atual Governo entrou em funções. Algo que o ministro reconhece, insistindo porém numa “deturpação” das palavras ditas no parlamento.

“Temos observado aumento da dívida na saúde, temos de repensar a forma como essa dívida é acumulada. Não há nada escondido, está no défice. A gestão é financeira. O que eu referi no parlamento é que temos de melhorar a gestão financeira do setor da saúde”, destacou.

Centeno reforçou ainda que “o setor da saúde é um desafio no contexto da execução orçamental” e que o Governo tem feito um “enorme esforço para recuperar um setor que estava debilitado com as dificuldades que o país atravessou no programa de ajustamento”

Para Mário Centeno, a saúde é “um setor de difícil gestão em todo o mundo”, admitindo que o Governo tem de “fazer mais”.

Sobre o aumento da dívida, o ministro destacou que “já estão a ser feitos pagamentos ao longo do mês de março” para amortizar a dívida, estimados em 400 milhões de euros, sendo que “há mais 500 milhões que vão ser usados para o mesmo efeito. Dificilmente consigo conceber um governo que tenha feito mais pela saúde em Portugal”, concluiu.

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