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Caldeira Cabral. "Portugal tem de aproveitar" geração mais qualificada de sempre

Caldeira Cabral. "Portugal tem de aproveitar" geração mais qualificada de sempre

O ministro da Economia foi um dos oradores da Lisbon Summit, onde destacou a importância da mão de obra qualificada no aumento da produtividade

Demografia e endividamento: é esta a combinação explosiva que pode atrasar o crescimento da economia portuguesa se não for resolvida. O diagnóstico é do ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

O governante foi um dos oradores da Lisbon Summit, um evento da revista The Economist que se realiza anualmente em Portugal.

E se o peso da dívida pública no PIB tem sido aligeirado, “e vai continuar a ser porque ainda é muito grande”, o mesmo ainda não acontece em relação ao desafio demográfico, destacou o ministro.

“Para conseguirmos compensar a crise demográfica temos de fazer de Portugal um país atrativo para viver. Durante a crise muita gente abandonou o país, perdemos muita mão-de-obra, e qualificada”, constatou Caldeira Cabral, ressalvando que, ainda assim, já se vai notando que “alguns dos que saíram estão a regressar”.

O ministro insistiu ainda na questão da produtividade. Para Caldeira Cabral, Portugal tem pela frente uma “grande oportunidade” com a entrada da “geração mais qualificada de sempre” no mercado de trabalho. “Aqui somos muito diferentes dos outros países europeus porque temos mais gente a sair das universidades do que nas gerações anteriores. Ultrapassamos a Alemanha até no que diz respeito a cursos nas áreas de engenharia. É uma revolução. Isto deverá aumentar os níveis de produtividade no país”, explicou Caldeira Cabral.

Segundo o ministro, um dos maiores desafios ao qual a sociedade portuguesa terá de responder nos próximos anos é “saber aproveitar esta oportunidade. E o que eu vejo é que já está a acontecer”.

Caldeira Cabral destacou ainda que os investidores que estão a escolher Portugal para instalar empresas não estão a fazê-lo porque o país está na moda, mas “porque temos boas condições e bons recursos” para retê-los “durante muito tempo”.

Questionado sobre as prioridades do Governo para melhorar a competitividade do clima de negócios do país, o ministro destacou que é preciso trabalhar no financiamento das empresas, através de uma “reforma estrutural do mercado de capitais”, e na confiança dos investidores.

Prioridade é também “modernizar a relação do estado com as empresas”, o que será feito através do alargamento do projeto Espaço Empresa.

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