observador.ptobservador.pt - 14 mar 17:45

Autoridades moçambicanas queimam carne suspeita de contaminação com listeriose

Autoridades moçambicanas queimam carne suspeita de contaminação com listeriose

Ao longo da última semana foram apreendidas 55,5 toneladas de carne em Moçambique. As autoridades estão a destruir a carne devido a suspeitas de contaminação com listeriose.

A Inspeção Nacional das Atividades Económicas de Moçambique (INAE) anunciou esta quarta-feira a incineração de 55,5 toneladas de derivados de carne oriundas da África do Sul, suspeitos de contaminação com listeriose.

Os produtos foram destruídos na segunda-feira nos arredores da capital moçambicana, provenientes de todo país, com destaque para a zona sul, segundo Virgínia Muianga, diretora de operações no Ministério da Indústria e Comércio. “O importante neste trabalho é a prevenção da saúde pública”, declarou Virgínia Muianga, dando conta de que se trata da primeira fase da intervenção: o processo de apreensão e incineração continua em todo país.

A apreensão de 55,5 toneladas decorreu ao longo da última semana, em cumprimento da recomendação do Ministério da Saúde de eliminação de carnes processadas (como salsichas e outros enchidos) provenientes de fábricas das marcas Enterprise e Rainbow Chicken Limited, na África do Sul, na sequência do surto de listeriose naquele país.

Em comunicado, o Governo moçambicano referiu que a bactéria tinha sido identificada e isolada nas carnes oriundas daquelas unidades de produção. O Ministério da Saúde disse neste dia que, apesar de não ter sido registado nenhum caso de listeriose em Moçambique, os hospitais e centros de saúde continuam em alerta.

“Já foram dadas orientações a todas as direções provinciais sobre quais são os procedimentos que devem ser tomados caso alguém tenha sintomas”, declarou Ana Paulo, chefe do Departamento de Ambiente no Ministério da Saúde. A listeriose é particularmente perigosa para grávidas, bebés, idosos com mais de 65 anos e doentes crónicos com o sistema imunitário fraco. Na África do Sul, o surto de listeriose já matou 180 pessoas.

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