observador.ptobservador.pt - 14 mar 22:24

ADN de Maëlys de Araújo encontrado no sofá da casa onde vivia o alegado homicida

ADN de Maëlys de Araújo encontrado no sofá da casa onde vivia o alegado homicida

Os investigadores estão a determinar se os vestígios da ADN revelam que a menina luso-descendente esteve na casa dos pais de Nordahl Lelandais, que confessou ter matado Maëlys em fevereiro.

Vestígios de ADN de Maëlys de Araújo foram encontrados na casa dos pais do Nordahl Lelandais, o autor confesso da morte da menina de nove anos, onde o próprio vivia. As revelações foram feitas pelos procuradores franceses responsáveis pelo caso, citadas pelo Le Parisien.

A casa dos pais do ex-militar Lelandais já tinha sido alvo de buscas mas os vestígios de ADN só foram encontrados agora. Estas descobertas vêm orientar a investigação noutro sentido. De acordo com o mesmo jornal, os investigadores estão a determinar se os vestígios da ADN revelam que a menina luso-descendente esteve na casa dos pais ou se foram levados para a casa por terceiros.

No dia em que confessou ter matado Maëlys, a 14 de fevereiro, foram encontrados vestígios de sangue no porta-bagagem do carro de Lelandais, um Audi A3. O ex-militar disse que matou a menina “por acidente” perto da sua casa em Domessin (a 10 minutos de carro do local do casamento), escondeu o corpo, voltou para a festa do casamento e mais tarde, voltou para o buscar e escondê-lo noutro local. Depois de confessar que enterrou o corpo num bosque, Lelandais levou as autoridades ao local do crime para identificar o sítio em que deixou o cadáver.

A menina luso-descendente desapareceu na madrugada de 26 para 27 de agosto do ano passado, numa quinta na região de Pont-de-Beauvoisin, em França, a cerca de 85 quilómetros de Lyon. A criança estava numa festa de casamento e foi vista, pela última vez, na sala das crianças. A mãe da menina, prima da noiva, deu por falta da filha quando passavam poucos minutos das 3 horas da manhã.

Logo nessa noite foram detidas duas pessoas. Uma delas foi Lelandais, que era convidado do noivo e descrito como amigo do pai de Maëlys, embora os pais da menina, Joachim e Jennifer de Araújo, tenham negado conhecê-lo. Lelandais garantiu no interrogatório inicial à polícia que não saiu do local da festa mas outros convidados disseram que o tinham visto ausentar-se no momento em que a menina terá desaparecido.

Lelandais reconheceu, mais tarde, que mentiu. As autoridades resolveram prolongar o seu prazo de detenção por mais um dia, mas acabaram por libertá-lo no dia seguinte. Lelandais, que já era conhecido da polícia local por “delitos comuns”, entre os quais consumo de drogas, ficou em prisão preventiva — dois dias depois de ter sido libertado — depois de a polícia ter descoberto vestígios de ADN no painel de controlo do carro e o próprio suspeito ter admitido que a menina esteve no interior da viatura.

Em janeiro deste ano, os pais da criança disseram ter conseguido identificar a filha nas imagens de videovigilância que mostram o carro de Lelandais, um Audi A3, a abandonar o local do casamento. Maelys seguia no lugar do “pendura” e saiu por volta das 2h45. No momento em que Lelandais regressou, vinha sozinho.

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