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Mercadona prepara abertura de mais cinco lojas em Portugal

Mercadona prepara abertura de mais cinco lojas em Portugal

A Mercadona vai abrir mais 5 lojas em Portugal para além das 4 que já estavam previstas.

A Mercadona vai abrir mais 5 lojas em Portugal para além das 4 que já estavam previstas, anunciou hoje o presidente da empresa, Juan Roig, na apresentação dos resultados da marca que decorreu em Valência, Espanha.

Em 2016 a líder de retalho espanhola anunciou a abertura de 4 lojas para o primeiro semestre de 2019, em Vila Nova Gaia, Matosinhos, Gondomar e Maia. Agora, esta que será a primeira expansão internacional da Mercadona, vai ser alargada com a abertura de mais cinco espaços comerciais no Porto, Barcelos, Penafiel, Braga e uma segunda loja em Gaia. A data de abertura para estas últimas ainda não está definida.

“Estamos a investir no norte de Portugal porque sou contra os centralismos”, justificou Juan Roig.

O investimento inicial do Grupo Cárnicas Roig em Portugal estava estipulado em 25 milhões de euros valor que, de acordo com Elena Aldana, diretora de relações externas e assuntos europeus da marca, já tinha sido revisto. Contudo, Juan Roig não quis adiantar os valores do investimento das novas lojas em Portugal.

“Portugal vai estar dirigido por portugueses” e 50% dos produtos vão ser diferentes daqueles que são vendidos em Espanha, uma vez que, de acordo com o presidente, o perfil do consumidor português é diferente. “Estamos a ter reuniões com clientes portugueses, no nosso centro de Co-Inovação em Matosinhos para conhecê-lo e saber que tipo de produtos querem”.

A Mercadona adquire 85% dos produtos em Espanha e, no ano passado, comprou 63 milhões de euros a produtores portugueses. Em Portugal a marca já garantiu que vai ser portuguesa e comprar a produtores locais.

A retalhista aumentou o volume de negócios em 6% em 2017 para 22,915 milhões de euros (21,623 milhões de euros em 2016) e apresentou um crescimento nas vendas em volume de 5% para 11,586 quilolitros.

A espanhola que é a número um no retalho no país vizinho teve uma quebra de 50% nos lucros líquidos em 2017, com 323 milhões de euros (636 milhões de euros em 2016). Esta quebra justifica-se pelo investimento que a empresa tem feito na renovação as suas lojas. A marca investiu 1008 milhões de euros noa no passado neste processo, mais 47% do que em 2016. Foram abertos 29 novos supermercados e remodelados 126. Atualmente a cadeia espanhola tem 1627 lojas em Espanha.

Este novo modelo de lojas, que será também o modelo implementado em Portugal, visa um melhor consumo energético, melhor acessibilidade com lojas maiores, de 1800 metros quadrados, um design mais moderno, carros de plástico que não necessitam de moedas.

Em 2016 a empresa de capital familiar, fundada em 1977, contratou mais 5000 pessoas do que no ano anterior e, atualmente, emprega 84 mil trabalhadores. 64% destes postos são ocupados por mulheres e, na direção, estas ocupam 47% dos cargos. A empresa aposta numa política de igualde de género onde o salário é definido por escalão e é igual para homens e mulheres.

Para Portugal estavam previstos 350 postos de trabalho, 150 para cargos de direção m��dia (120 já estão contratados) e 200 para operacionais de loja. Estes números serão reajustados com o recente anúncio da abertura de mais 5 supermercados.

Nesta que foi a 20ª conferência de imprensa para a apresentação de resultados da Mercadona, o presidente referiu que em 2017 foram pagos 1441 milhões de euros em impostos em Espanha. “É um orgulho pagarmos estes impostos para contribuirmos para o nosso país”. Em Portugal, foi criada a sociedade Irmadona Supermercados SA, com o intuito de cumprir com as obrigações fiscais no país.

A empresa que é responsável por 3% dos empregos em Espanha e por 1,7% PIB espanhol vai entrar no mercado português em 2019, “com respeito pela concorrência”, com a abertura inicial no primeiro semestre de 2019 de 4 supermercados e mais 5 posteriormente. O investimento está a ser feito na zona norte do país mas o intuito é crescer, conforme já tinha referido o presidente na conferência do ano passado. “Depois do Porto continuamos por ali abaixo”, afirmou em 2017.

O Dinheiro Vivo viajou a convite da empresa

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