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Pedro Marques recusa integração da EMEF na CP

Pedro Marques recusa integração da EMEF na CP

O ministro do Planeamento põe de parte a possibilidade de a EMEF ser reincorporada na CP devido ao risco “de sermos acusados de ajudas de Estado”, colocando em causa “centenas de postos de trabalho”.

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, recusou esta quinta-feira, 15 de Fevereiro, no Parlamento a integração da Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário (EMEF) na CP devido aos riscos de o país ser acusado de ajudas de Estado.

Na interpelação ao Governo da iniciativa do PCP, sobre as necessidades de investimento nos serviços públicos, nomeadamente nos sectores da saúde, educação, transportes e comunicações, Pedro Marques afirmou que a integração da EMEF na CP "determinaria um risco enorme da qualificação dos aumentos de capital da CP como ajudas de Estado, que podia pôr em causa toda a empresa".

"Seriam centenas de postos de trabalho em risco", afirmou o governante, acrescentando que "não podemos querer concorrer em mercado e correr risco de sermos acusados de ajudas do Estado".

"Não queremos avançar com opções tão arriscadas como uma situação destas", disse ainda Pedro Marques, pondo de parte a pretensão de integração daquela participada como defende o PCP.

Em Outubro do ano passado, no Parlamento, o presidente da CP, Carlos Gomes Nogueira, disse estarem em estudo  "seis ou sete cenários" para a EMEF, dando como exemplos a possibilidade de serem criadas "duas EMEF: uma EMEF CP e uma EMEF terceiros (mercado)" ou a "incorporação da EMEF na CP".

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