rr.sapo.ptrr.sapo.pt - 15 fev 16:39

​Mais de 200 farmácias recolhem medicamentos para utentes de instituições sociais

​Mais de 200 farmácias recolhem medicamentos para utentes de instituições sociais

Banco Farmacêutico doou 82 mil fármacos em nove anos.

Mais de 200 farmácias de todo o país vão recolher, no sábado, medicamentos para distribuir pelos utentes de 100 instituições de solidariedade social, no âmbito do programa Banco Farmacêutico, que em nove anos doou 82 mil fármacos.

A Jornada de Recolha de Medicamentos, que visa unir a sociedade no apoio aos mais necessitados, assinala este ano dez anos e pela primeira vez decorrerá em todos os distritos de Portugal continental, disse hoje à agência Lusa a porta-voz do Banco Farmacêutico, Ana Formigal.

Entre as 09:00 e as 19:00 de sábado, 600 voluntários vão recolher nas 230 farmácias aderentes medicamentos não sujeitos a receita médica e produtos de saúde que serão depois distribuídos pelos "milhares de utentes" apoiados pelas 100 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPPS) beneficiárias.

Ana Formigal destacou o papel que os voluntários desempenham ao longo da iniciativa, estando presentes em cada farmácia a fazer a recolha e a divulgar a importância que o Banco Farmacêutico tem para os seus beneficiários.

Cada farmácia está alocada a uma instituição, que pode ser um lar de terceira idade, um centro paroquial, uma casa de acolhimento de crianças em risco, e recolhe os medicamentos consoantes as necessidades específicas da associação.

"Se uma farmácia está a recolher para a Ajuda de Berço está a recolher coisas diferentes do que outra que está a recolher para a Comunidade Vida e Paz", exemplificou a responsável.

Segundo Ana Formigal, o objetivo é colmatar as necessidades e não haver excesso de produtos que não interessam à instituição, uma situação que as "pessoas valorizam muito".

Também "valorizam o facto de as farmácias estarem a receber para a instituição da sua área de influência", porque conhecem o trabalho da IPSS e "doam com mais facilidade e mais vontade", sublinhou.

Com esta iniciativa "estamos a abranger milhares de pessoas carenciadas", que de outra forma não tinham possibilidade de adquirir estes medicamentos.

Os medicamentos doados têm de ser novos, seguros, de qualidade e que não tenham saído do circuito do medicamento, ou seja, são apenas aceites medicamentos dispensados nas farmácias.

"Fomos pioneiros e continuamos sempre na linha da frente desta temática, porque não há muitas iniciativas deste género e é uma carência muito acentuada em Portugal", disse Ana Formigal.

A iniciativa nasceu "muito modestamente" há 10 anos nos distritos de Lisboa e Setúbal. Desde então, "temos vindo sempre a crescer, o que é importante porque conseguimos angariar mais medicamentos e alertar as pessoas para esta necessidade e envolver os voluntários no trabalho social", disse Ana Formigal.

Nas nove edições anteriores, o Banco Farmacêutico entregou um total de 82 mil medicamentos e produtos de saúde a diversas instituições de solidariedade social.

Em 2017 conseguiu angariar um total de 14.000 medicamentos, uma "subida bastante significativa face aos anos anteriores".

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