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Os seis rivais de Rui Rio que vão falar no congresso do PSD

Os seis rivais de Rui Rio que vão falar no congresso do PSD

Numa altura em que o PSD vai descobrir o rumo escolhido pela nova liderança, há sociais-democratas que estarão tentados a posicionar-se para liderar o partido num futuro próximo.

"Falarei no sábado sobre o partido e o país", declarou Luís Montenegro ao Negócios. Mas não será o único. Os outros cinco potenciais rivais do novo líder do PSD também vão querer dirigir-se aos congressistas. Serão dois congressos num só, como antecipou Marques Mendes. 

Veja em baixo os seis rivais de Rui Rio que vão falar no congresso do PSD:

O líder parlamentar que adiou a corrida Luís Montenegro, ex-líder parlamentar do PSD. Quando Passos Coelho anunciou que não se recandidatava, Montenegro foi um dos nomes mais falados para a corrida à liderança. Herdeiro do passismo, o ex-líder parlamentar acabou por não avançar invocando razões "pessoais" e "políticas". Fez tabu de quem apoiava mas na recta final das directas virou-se para Santana. Agora quer falar no Congresso que entroniza Rio. O delfim de Marcelo Carlos Moedas,Comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação . Ex-ministro de Passos Coelho e actual comissário europeu, Moedas tem granjeado notoriedad. O reconhecimento da actuação como interlocutor junto da troika e o papel desempenhado em Bruxelas elevam o nome de Moedas para outros voos. Nos corredores circula que o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa gostaria de ver Moedas na liderança do PSD. O eterno potencial candidato a líder Paulo Rangel, Eurodeputado eleito pelo PSD. O caminho parecia estar aberto a Rangel depois de Montenegro ter decidido não avançar para a sucessão de Passos. Mas o eurodeputado do PSD também optou por não entrar na corrida, invocando "razões de ordem familiar" que não conseguiu solucionar a tempo. O eurodeputado já foi candidato à liderança do PSD, em 2010, quando Passos venceu pela primeira vez. Um desconhecido lançado por Relvas Miguel Pinto Luz, ex-líder da distrital do PSD-Lisboa. O actual número dois na câmara de Cascais é um desconhecido fora do aparelho social-democrata. Contudo, o fazedor de líderes Miguel Relvas lançou o nome de Pinto Luz como possível candidato à liderança do PSD, considerando-o "uma pessoa muito sólida". MIguel Pinto Luz tem-se posicionado opondo-se à estratégia de aproximação de Rio ao PS. A promessa adiada Pedro Duarte, ex-líder da Juventude Social Democrata. No Congresso de 2016, estava entre os críticos ao imobilismo da estratégia pós-Governo de Passos Coelho. Mas apesar de ter discursado, o antigo líder da JSD resguardou-se para não entrar em ruptura. Há muito visto como um dos quadros mais promissores do partido, Pedro Duarte voltou a adiar avançar. É o primeiro subscritor de uma moção sobre desigualdades e vai falar sobre o posicionamento do novo PSD. O crítico José Eduardo Martins, antigo dirigente nacional. Mais uma vez apontado como possível candidato à presidência do PSD, o advogado ficou novamente fora da corrida. O antigo secretário de Estado do Ambiente foi um dos principais críticos internos à liderança de Passos e ao deslocamento para a direita. No Congresso de Abril de 2016 era um de entre vários nomes de quem se esperavam críticas a Passos, tendo sido quem mais abertamente assumiu esse papel.

No Congresso do PSD, que tem início esta sexta-feira e se prolonga até domingo, as atenções estarão centradas no programa e na equipa que o novo líder, Rui Rio, irá apresentar ao partido e ao país. Mas a reunião magna laranja será também oportunidade para os apelidados rivais de Rio – ou putativos candidatos à liderança do PSD num futuro próximo – marcarem as respectivas posições. Como disse o ex-presidente social-democrata e actual comentador político, Marques Mendes, haverá "dois congressos dentro do Congresso". 

A abertura (sexta-feira) e encerramento (domingo) do conclave será o Congresso de Rio, presumivelmente com um discurso mais voltado para o partido, primeiro, e o segundo mais focado no país. "No sábado teremos os discursos dos futuros pretendentes à liderança", antecipou Marques Mendes, na SIC. 

Confirmando esta previsão, os seis nomes apontados como potenciais candidatos em próximas eleições internas – Luís Montenegro, José Eduardo Martins, Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Pedro Duarte e Carlos Moedas – pretendem dirigir-se aos congressistas.  

Contudo, não é de esperar que qualquer deles faça um ataque cerrado a Rui Rio, ainda mais num Congresso que serve para entronizar o ex-autarca portuense como líder social-democrata. Será antes uma oportunidade para marcarem terreno e se posicionarem para a janela de oportunidade que se poderá abrir após as legislativas de 2019, dependendo do resultado aí alcançado pela nova liderança do PSD. 

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