mag.sapo.ptmag.sapo.pt - 15 fev 11:28

Síria impede nomeados de "Last Men in Aleppo" de irem aos Óscares

Síria impede nomeados de "Last Men in Aleppo" de irem aos Óscares

Parte da equipa responsável por "Last Men in Aleppo", nomeado para Melhor Documentário, não vai conseguir visto a tempo de ir à cerimónia dos Óscares.

Parte da equipa de "Last Men in Aleppo" não vai conseguir ir à cerimónia dos Óscares a 4 de março, onde o filme concorre na categoria de Melhor Documentário.

O governo da Síria recusou acelerar o processo para obter o visto ao produtor Kareem Abeed e ao fundador dos Capacetes Brancos Mahmoud Al-Hattar, retratado no filme, que é o primeiro de sempre a estar na corrida aos Óscares por aquele país.

A equipa de marketing submeteu o pedido assim que foram conhecidas as nomeações a 23 de janeiro, mas as autoridades marcaram a entrevista que faz parte do processo para 2 de março.

Mesmo que seja atribuído nessa data, é pouco provável que consigam a seguir a autorização do governo norte-americano por causa da lei aprovada pelo presidente Donald Trump que atrasa a entrada de cidadãos de vários países, incluindo a Síria.

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"A não ser que exista um milagre, ele não vai estar nos Óscares comigo", disse o realizador Feras Fayyad, que também é sírio, mas vive agora entre a Califórnia e Copenhaga, sobre o produtor Kareem Abeed.

"Somos artistas e apenas queremos partilhar as nossas histórias e nada mais. É muito triste que ele não dá ter a oportunidade de partilhar a sua", acrescentou ainda ao The Hollywood Reporter (THR).

"Last Men in Aleppo" acompanha Khaled, Mahmoud e Subhi, voluntários nos capacetes brancos para tentar salvar as vidas de centenas de vítimas de uma cidade cercada durante a guerra civil na Síria.

O movimento diz ter salvo mais de 99 mil vítimas ao longo de sete anos de guerra civil e esteve na lista de finalistas a Prémio Nobel da Paz de 2016, mas para o presidente Bashar al-Assad  e os seus apoiantes é uma fachada da Al-Qaeda.

Em declarações ainda ao THR, Mahmoud Al-Hattar também disse estar desiludido por não ter a oportunidade de usar a visibilidade dos Óscares para condenar a "Rússia, Assad e todos os que representam as autoridades e fornecem armas para reprimir o povo sírio".

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