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Dependência face a reportes básicos vai durar, diz a Gartner

Dependência face a reportes básicos vai durar, diz a Gartner

Formas mais tradicionais de análise continuam a ser uma parte crucial do funcionamento das organizações, apesar da vaga promocional em torno da inteligência artificial e analítica.

A maior parte das empresas à escala mundial, 91%, ainda não alcançou um grau “transformacional” maduro no uso de dados e analítica, diz um estudo da Gartner. Apesar da atenção sobre formas avançadas de analítica, 64% das organizações ainda consideram críticos os reportes básicos de aplicações empresariais e os painéis de informação das suas aplicações.

“É fácil deixar-se levar pelas novas tecnologias, como a aprendizagem automática e inteligência artificial”, disse Heudecker. “Mas as formas tradicionais de análise e inteligência de negócios continuam a ser uma parte crucial do funcionamento das organizações hoje, e é improvável que isso mude no futuro próximo”.

A tendência nota-se apesar de a analítica ser o tema de investimento prioritário número um, para os CIO, de acordo com uma pesquisa mundial da Gartner. “A maioria das organizações podia melhorar o seu uso de dados e analítica, considerando os benefícios potenciais”, de acordo com o vice-presidente de pesquisa da Gartner, Nick Heudecker.

Mas, as fontes de dados tradicionais, como aqueles transaccionais e registos continuam a dominar, embora 46% das organizações agora recorram a dados externos. “As organizações em níveis de maturidade transformacionais gozam de maior agilidade, melhor integração com parceiros e fornecedores, e um uso mais fácil de formas preditivas e prescritivas avançadas de analítica. Isso tudo traduz-se em vantagem competitiva e diferenciação”.

Definir estratégia de dados e analítica e perceber como obter valor dos projectos, além dos  problemas de risco e governo de dados, são as três barreiras mais comuns.

Contudo, não se pode assumir que a aquisição de novas tecnologias é essencial para alcançar níveis maturidade transformacional na analítica, diz Heudecker. “Primeiro, convém concentrar-se na melhoria da forma como as pessoas e os processos são coordenados dentro da organização.E depois importa melhorar as práticas com parceiros externos”, recomenda.

O estudo mostrou que o objectivo de negócio mais comum que as organizações procuraram resolver com dados e analítica é a melhoria da eficiência de processos. Perto de 54% dos entrevistados em todo o mundo colocou o tema entre os seus três principais problemas. Melhorar a experiência do cliente e o desenvolvimento de novos produtos foram os usos mais comuns seguintes, com 31% a fazerem essas referências.

As três barreiras mais referidas incluem: a definição de estratégia de dados e analítica; determinar como obter valor dos projectos; e a resolução de problemas de risco e governo de dados.

60% nos níveis mais baixos de maturidade

O estudo mundial solicitou aos entrevistados que classificassem as suas organizações de acordo com os cinco níveis de maturidade da Gartner para uso de dados e analítica.

E a consultora descobriu que 60% dos entrevistados em todo o mundo optaram pelos três níveis mais baixos. A pesquisa revelou que 48% das organizações na Ásia-Pacífico referiram que a sua maturidade no uso de dados e analítica está nos dois níveis mais altos.

Isso se compara com 44% na América do Norte e apenas 30% na Europa, Médio Oriente e África (EMEA,sigla em inglês). A consultora também descobriu que a maioria dos entrevistados em todo o mundo escolheu o nível três (34%) ou quatro (31%).

Perto de 21% seleccionaram o grau dois e 5% o mais básico. Apenas 9% das organizações consideraram estar no nível mais alto, cinco, onde se encontram os maiores benefícios de transformação.

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