observador.ptobservador.pt - 14 jan 12:21

Sindicato médico exige que Ministério retome negociações e lamenta falta de contacto

Sindicato médico exige que Ministério retome negociações e lamenta falta de contacto

O Sindicato Independente dos Médicos exige que o Ministério da Saúde retome as negociações e lamenta que, desde a última greve dos médicos em novembro, não tenha havido qualquer contacto do Governo.

O Sindicato Independente dos Médicos exige que o Ministério da Saúde retome as negociações com os médicos, lamentando que desde a última greve em novembro não tenha havido qualquer contacto do Governo. “Qual a razão para o ministro da Saúde se recusar a negociar com os sindicatos médicos?”, questiona o secretário-geral do Sindicato Independente dos Médicos (SIM), Roque da Cunha, em declarações à Agência Lusa.

Na sexta-feira, os sindicatos médicos enviaram ao ministro da Saúde uma carta “a exibir o retomar das negociações”. Segundo Roque da Cunha, o bastonário da Ordem dos Médicos convocou para terça-feira uma reunião do Fórum Médico, estrutura que reúne várias organizações representativas dos médicos. A última greve nacional de médicos ocorreu no início de novembro, depois de greves regionais em outubro.

Os sindicatos pretendem uma redução das listas de utentes por médicos de família e uma redução de 18 para 12 horas semanais no serviço de urgência. É ainda reclamada uma reformulação dos incentivos à fixação em zonas carenciadas, uma revisão da carreira médica e respetivas grelhas salariais e a diminuição da idade da reforma para os médicos, entre outras medidas.

Em novembro, aquando da greve, o ministro da Saúde chegou a estimar que até ao fim de 2017 chegaria a um consenso com os sindicatos médicos, que no ano passado cumpriram duas paralisações gerais, em maio e em novembro. “Há um permanente diálogo, mas temos dois aspetos que ainda não estão fechados”, disse na altura o ministro da Saúde sobre as negociações com os médicos, recordando que falta chegar a acordo sobre a redução das listas de doentes por médicos de família e sobre a redução das horas em urgências.

Adalberto Campos Fernandes indicava ainda que uma redução de utentes por médicos, de 1.900 para 1.500, poria em causa o compromisso de dar um médico de família a todos os portugueses até final da legislatura.

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