www.publico.ptpublico.pt - 14 jan 18:20

Premier League. Invencibilidade do Manchester City chegou ao fim em Anfield Road

Premier League. Invencibilidade do Manchester City chegou ao fim em Anfield Road

Pela 15.ª época consecutiva, os “citizens” não conseguiram vencer na casa do Liverpool. Klopp também voltou a ganhar um duelo com Guardiola. Em Espanha, o Barcelona esteve a perder 0-2, mas deu a volta

Após 18 vitórias consecutivas, a Premier League deixou de ser um passeio para o Manchester City. Depois de no último dia de 2017 ter visto ser interrompida uma série recorde de triunfos com um empate a zero frente ao Crystal Palace, neste domingo a equipa de Pep Guardiola foi a Liverpool confirmar que Anfield é um terreno maldito para os “citizens”. Num palco onde não vence há 15 anos, o City chegou a estar perto da humilhação, mas conseguiu, nos últimos minutos, atenuar o primeiro desaire da época para a margem mínima (4-3). Em queda livre está o Arsenal, que após perder em Bournemouth já está a oito pontos dos lugares que são de acesso à Liga dos Campeões.

Com o título inglês praticamente no bolso, Guardiola tinha a ambição de fazer história ao vencer pela primeira vez a Premier League sem qualquer derrota. Mas um cocktail explosivo (Anfield e Jürgen Klopp) fez desvanecer a ambição do catalão. Após vencer no terreno dos principais rivais na luta pelo título (Manchester United e Chelsea), a deslocação a Anfield parecia ser o teste final à invencibilidade dos “citizens”. Porém, confirmou-se que o lendário estádio de Liverpool é terreno madrasto para o City (quinta derrota consecutiva para a Premier League) e que Klopp é dos poucos treinadores que se pode orgulhar de ter mais vitórias do que derrotas no frente a frente com Guardiola (seis triunfos do alemão, contra cinco do catalão).

O jogo, não desiludiu quem esperava (mais um) grande espectáculo de futebol na Premier League. Sem qualquer derrota em todas as competições desde 22 de Outubro, o Liverpool, adversário do FC Porto nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões, entrou bem no jogo e colocou-se em vantagem logo aos 10’, com um golo de Oxlade-Chamberlain. No entanto, antes do intervalo, Leroy Sané restabeleceu a igualdade.

Na segunda parte, num ápice, o jogo descontrolou-se para o City. Com um desnorte defensivo completo (Ederson incluído), a equipa de Manchester sofreu três golos em 10 minutos (Firmino, Mané e Salah) e, à entrada dos últimos 20 minutos, estava na iminência de ser goleada.

Guardiola, no entanto, pediu “cabeça” aos seus jogadores, colocou Bernardo Silva em campo, e o City recompôs-se. Aos 85’, o internacional português fez o segundo dos “citizens” e, no segundo minuto de descontos, Gundogan colocou a diferença na margem mínima (4-3). Apesar do susto, a equipa de Klopp segurou a vitória que permite ao Liverpool colar-se ao Chelsea e Manchester United (que recebe nesta segunda-feira o Stoke) na segunda posição, todos com 47 pontos, menos 15 do que o City.

Bem longe do quarteto da frente está o Arsenal. Após falhar na última época o apuramento para a Liga dos Campeões pela primeira vez em 20 anos, os “gunners” foram derrotados no Dean Court, casa do Bournemouth, e já estão a oito pontos dos lugares que dão acesso à Champions.

No sul de Inglaterra, o cenário até parecia favorável para Arsène Wenger após o espanhol Héctor Bellerín, aos 52 minutos, colocar os londrinos em vantagem, mas a partir daí o Arsenal permitiu que o Bournemouth crescesse no jogo.

Superior na última meia hora, a equipa treinada por Eddie Howe chegou ao empate aos 70’, com um golo do ponta de lança Callum Wilson, e apenas quatro minutos mais tarde, Jordon Ibe, o outro avançado do Bournemouth, fez o golo da sexta derrota dos “gunners” esta época na Premier League.

Na Liga espanhola, o Barcelona deu dois golos de avanço à Real Sociedad, mas o passeio dos catalães ao País Basco terminou aos 39 minutos. Com a possibilidade de deixar o Real Madrid a 19 pontos de distância, os “blaugrana” carregaram na acelerador e deram a volta ao resultado (4-2) com golos de Paulinho (39’), Suarez (51’ e 71’) e Messi (85’).

Sem motivos para sorrir continua Vincenzo Montella. Após ser despedido no final de Novembro pelo AC Milan, o treinador italiano foi anunciado um mês mais tarde como técnico do Sevilha, mas o antigo avançado da “squadra azzurra” continua a somar resultados negativos: em Alavés, Montella sofreu a segunda derrota (1-0) em dois jogos na Liga espanhola como técnico dos andaluzes.
 

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