expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 14 jan 12:02

Sertã preocupada com recuperação de casas e Oleiros com deslizamento de terras

Sertã preocupada com recuperação de casas e Oleiros com deslizamento de terras

Autarca da Sertã diz que continua à espera da aprovação das candidaturas ao fundo de emergência e ao fundo ambiental

Três meses após os incêndios de outubro de 2017, o presidente da Câmara da Sertã está preocupado com a recuperação das habitações destruídas no concelho e adianta que não sabe se haverá apoios.

"A maior preocupação prende-se com a recuperação das casas de primeira e de segunda habitação, além de barracões e anexos destruídos. Não se sabe se haverá apoios", disse à agência Lusa José Farinha Nunes.

O autarca diz que continua à espera da aprovação das candidaturas ao fundo de emergência e ao fundo ambiental.

"A Sertã apresentou uma candidatura a cada um desses fundos e estamos a aguardar. Antes de virem as candidaturas, não se consegue adiantar muito mais", disse.

O município inscreveu no orçamento para 2018 uma verba de 3,8 milhões de euros destinada aos incêndios e à regeneração urbana, mas José Farinha Nunes explica que não é suficiente para fazer face a todos os problemas causados.

Outra situação que preocupa o autarca diz respeito à poluição das linhas de água: "Estamos num concelho montanhoso, com muitas linhas de água que foram afetadas e que vão ter ao [rio] Zêzere".

José Farinha Nunes mostra-se satisfeito com a resolução do Conselho de Ministros que aprova a extensão das medidas de apoio às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande aos municípios afetados pelos fogos de 15 e 16 de outubro e que já foi publicada em Diário da República.

"Fico satisfeito com esta medida, porque as consequências são muito semelhantes entre os dois incêndios", concluiu.

Já o presidente da Câmara de Oleiros disse à agência Lusa que aquilo que mais o preocupa neste momento são as chuvas que começaram a cair e que podem provocar o arrastamento ou o deslizamento de terras.

"O arrastamento de terras por causa das chuvas e a reabilitação de infraestruturas no concelho, nomeadamente estradas e aquedutos, bem como o futuro das pessoas que ficaram sem nada, são as situações que mais me preocupam", afirmou Fernando Marques Jorge.

O autarca sublinhou que, neste momento, todos os levantamentos relacionados com os incêndios de outubro de 2017 estão feitos, apesar de admitir que, pontualmente, ainda vão surgindo situações que não estavam previstas.

"Apesar de não se viver uma situação de conforto, tem havido uma grande solidariedade por parte de todos, desde a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) e Governo, até aos privados, como a Cáritas da Diocese de Portalegre e Castelo Branco ou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF)", frisou.

Fernando Marques Jorge realça a preocupação do Governo que tudo tem feito para que todas as obras de reconstrução sejam feitas no mais curto espaço de tempo possível e adianta que, da centena de casas afetadas no concelho, 18 foram de primeira habitação.

"O problema [das casas] está praticamente resolvido. Há ainda alguns casos por resolver, mas acredito que com bom senso vão ser ultrapassados os problemas", frisou.

O autarca, apesar de se mostrar satisfeito com a decisão da extensão das medidas de apoio às vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande aos municípios afetados pelos fogos de outubro, entende que estas deveriam ser extensíveis a todos os concelhos afetados pelos fogos de verão, como Castelo Branco, Vila Velha de Ródão ou Mação.

"Isso vem ao encontro daquilo que sempre defendemos, ou seja, não pode haver portugueses de primeira e de segunda. O país e o Governo têm que ser solidários com todos", disse.

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