observador.ptobservador.pt - 8 dez 01:10

Eurosondagem. Costa com maioria das preferências. Mas Santana acelera mais do que Rio

Eurosondagem. Costa com maioria das preferências. Mas Santana acelera mais do que Rio

Mais de metade dos inquiridos pela Eurosondagem prefere António Costa para primeiro-ministro. Mas Santana foi escolhido por 30,2% dos portugueses, enquanto Rio obteve 26,9% das respostas.

Acabou-se o empate técnico entre os concorrentes à liderança do PSD registado na primeira sondagem encomendada pela candidatura de Pedro Santana Lopes à Eurosondagem: Santana começa a ganhar vantagem perante Rui Rui na comparação com António Costa. Nos dois estudos de opinião divulgados em menos de um mês — a que o Observador teve acesso — o primeiro-ministro socialista consegue mais de metade das preferências dos inquiridos. Significa, para já, que nenhum dos possíveis líderes sociais-democratas parece bem posicionado para evitar uma vitória do PS em legislativas, mas o inquérito não contempla a existência de outros partidos.

Segundo o inquérito, feito com base em mil entrevistas, Santana recolhe 30,2% das preferências perante António Costa que obtém 52,7% das escolhas (entre Costa e Santana, 17,1% optaram por dizer não sabe/não responde). Perante a mesma pergunta, “Quem prefere para primeiro-ministro”, Rui Rio teria apenas 26,9% das respostas mas António Costa alcança um resultado mais baixo do que perante Santana: 51,9% (neste caso, 21,2% disseram não sabe/não responde). O que as candidaturas estão a tentar fazer é mostrar aos militantes qual dos concorrentes aparece melhor colocado junto da opinião para ser candidato a primeiro-ministro.

Tendência: Santana acelera, Rio vai mais devagar, Costa mantém

Ao longo de um mês, Santana melhorou o score em 2,7%, enquanto Rio melhorou a sua performance perante Costa em apenas 1,9%.

A primeira sondagem, divulgada no começo de novembro, demonstrava que perante o atual primeiro-ministro, Santana Lopes teria 27,5% das preferências e Rui Rio 25% — o que estava dentro da margem de erro do estudo e significava um empate técnico. António Costa nunca se posicionou abaixo dos 52% frente a qualquer dos sociais-democratas. A diferença entre Santana e Rio foi, portanto, de 2,5 pontos percentuais a favor do primeiro.

Esta sondagem da Eurosondagem está muito distante da realizada pela Aximage para o Correio da Manhã a 22 de outubro — que tinha moldes diferentes, já que comparava apenas os dois candidatos à liderança do PSD. A sondagem da Aximage apontava que 64,3% dos inquiridos preferiam Rui Rio como primeiro-ministro contra apenas 21,1% que preferiam Santana Lopes. A mesma sondagem dizia que 67,5% preferiam Rio como presidente do PSD (contra 23,9% de Santana) e ainda que o ex-autarca do Porto era o “melhor para combater Costa” (66,7% contra 27%).

Foi também publicada uma sondagem do Expresso que dava empate técnico entre Rio e Santana, mas a pergunta era quem os portugueses preferiam para presidente do PSD: o ex-autarca do Porto reunia 44,2% das preferências e o ex-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa 43,3% dos inquiridos.

Ficha Técnica

Estudo de Opinião efetuado pela Eurosondagem, S.A., nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro de 2017, e encomendado por Fernando Teixeira. Entrevistas telefónicas, realizadas por entrevistadores selecionados e supervisionados.

O Universo é a população com 18 anos ou mais, residente em Portugal Continental e habitando em lares com telefone da rede fixa. A amostra foi estratificada por Região (Norte – 20,2%; A.M. do Porto – 13,9%; Centro – 29,2%; A.M. de Lisboa – 26,9%; Sul – 9,8%), num total de 1.001 entrevistas validadas. Foram efetuadas 1.140 tentativas de entrevistas e, destas, 139 (12,2%) não aceitaram colaborar no Estudo de Opinião.

A escolha do lar foi aleatória nas listas telefónicas e o entrevistado, em cada agregado familiar, o elemento que fez anos há menos tempo, e desta forma aleatória resultou, em termos de sexo, (Feminino – 50,9%; Masculino – 49,1%) e, no que concerne à faixa etária, (dos 18 aos 30 anos – 18,0%; dos 31 aos 59 – 49,6%; com 60 anos ou mais – 32,4%). O erro máximo da Amostra é de 3,10%, para um grau de probabilidade de 95,0%.

Um exemplar deste Estudo de Opinião está depositado na Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

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