observador.ptDiana Soller - 8 dez 08:29

Jerusalém: Não é a Palestina. É o Irão

Jerusalém: Não é a Palestina. É o Irão

Trump resolveu mergulhar no Médio Oriente com toda a energia, determinado a definir um status quo que favoreça os Estados Unidos.

Esta terça-feira Donald É pouco provável que a estratégia vingue: porque o Irão não está sozinho – tem a seu lado a Rússia e o controle de grupos radicais xiitas; porque a intromissão num conflito com características tão particulares e complexas como a rivalidade xiita-sunita tem riscos que não se conseguem calcular nem com a mais sofisticada teoria dos jogos; porque o mundo muçulmano tenderá a criar mais anticorpos relativamente a Washington; e ainda porque a revitalização de um conflito adormecido raramente é boa ideia (mesmo que seja visto pela administração como uma espécie de dano colateral).

E, resumindo, porque estas estratégias de soma-zero são como as guerras: toda a gente sabe como começam, mas o resultado final é muito frequentemente imprevisível. E se não bastasse, a história, passada e recente, mostra-nos que mudanças abruptas em quintal alheio raramente correm bem.

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