observador.ptobservador.pt - 7 dez 20:04

Antigo médico das ginastas “Fierce Five” condenado a 60 anos de cadeia por posse de pornografia infantil

Antigo médico das ginastas “Fierce Five” condenado a 60 anos de cadeia por posse de pornografia infantil

Larry Nassar nunca mais será livre: além da sentença a 60 anos de cadeia por possuir pornografia infantil, enfrenta mais dois casos de agressão sexual a ginastas, incluindo a três das "Fierce Five".

O antigo médico da equipa de ginástica dos Estados Unidos, Larry Nassar, que em novembro admitiu ter molestado várias raparigas enquanto trabalhava para a equipa, foi condenado por um tribunal do Michigan, esta quinta-feira, a 60 anos de cadeia por posse de pornografia infantil.

De acordo com a Associated Press, a juíz de distrito Janet Jeff disse que o médico “nunca mais deve ter acesso a crianças” e determinou que Nassar só começaria a cumprir a sentença assim que os restantes casos em que é acusado de abuso sexual estejam concluídos. A pornografia infantil foi descoberta no ano passado, quando Larry Nassar já estava a ser investigado.

Larry Nassar abusou sexualmente de diversas ginastas da equipa dos EUA, incluindo as olímpicas das “Fierce Five” Aly Raisman, Gabby Douglas e a medalhada McKayla Maroney, que descreveu Nassar como um “monstro” que lhe deixou “marcas psicológicas que talvez nunca desapareçam”.

O médico, de 54 anos, admitiu ter “penetrado manualmente” as raparigas, conduta que disse não ter qualquer propósito médico, ao contrário daquilo de que convenceu as ginastas.

Além dos 60 anos de cadeia, espera-se que Nassar seja ainda condenado a pelo menos mais 25 anos de cadeia pelos casos de abuso sexual, sendo essa a sentença mínima pedida pelo Ministério Público. No entanto, o juiz pode determinar que a pena chegue aos 40 anos.

Os advogados de defesa de Nassar disseram, em comunicado, que o antigo médico “se arrepende profundamente da dor que causou à comunidade”, escreve a AP. Larry Nassar, que foi o médico da equipa de ginástica dos EUA durante quase duas décadas, está ainda a ser processado por mais de cem raparigas e mulheres.

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