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Médio Oriente. Hamas apela a nova Intifada contra Israel

Médio Oriente. Hamas apela a nova Intifada contra Israel

Escolha de Jerusalém deverá ser seguida por mais países, diz primeiro-ministro israelita. Benjamin Netanyahu avança que já estão a ser feitos contactos com outros países.

O anúncio de que os Estados Unidos vão mudar a sua embaixada para Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital de Israel, motivou receios de violência. E as primeiras reacções não são positivas. O movimento islâmico Hamas apelou nesta quinta-feira a uma nova revolta popular contra Israel.

E já anunciou uma data. “Dia 8 de Dezembro será o primeiro dia de uma Intifada contra o nosso inimigo sionista”, anunciou líder do Hamas, Ismail Haniyeg, num discurso na Faixa de Gaza. "Só podemos enfrentar a política sionista - apoiada pelos Estados Unidos - lançando uma nova Intifada", justificou Haniyeg.

O Hamas afirmou que irá dar indicações a todos os membros do grupo terrorista para que estejam prontos para novas instruções.

Para o mesmo dia está marcado uma reunião de urgência do Conselho de Segurança da ONU, avança a AFP.<_o3a_p>

Também nesta quinta-feira o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, disse acreditar que muitos países irão seguir o exemplo norte-americano de reconhecer Jerusalém como capital de Israel, ao transferir a embaixada dos EUA para aquela cidade. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro anunciou que já está em contacto com outros países, sem nomear quais, conta a Reuters.

A decisão anunciada por Donald Trump reverte a posição de décadas dos EUA. A mudança da localização da embaixada norte-americana deverá ainda demorar entre dois a três anos. “Na verdade, recusámos reconhecer qualquer capital de Israel. Mas hoje finalmente reconhecemos o óbvio. Que Jerusalém é a capital de Israel. Nada mais nada menos do que o reconhecimento da realidade. É também a coisa certa a fazer. É algo que tem de ser feito”, justificou o Presidente norte-americano na quarta-feira. 

Já o Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou Trump de lançar o Médio Oriente para um “círculo de fogo” com a sua controversa decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel.

“Fazer isso é lançar a região para um círculo de fogo”, afirmou Erdogan.

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