expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 7 dez 16:53

Hospital indiano entrega em saco de plástico corpo de bebé prematuro que afinal estava vivo

Hospital indiano entrega em saco de plástico corpo de bebé prematuro que afinal estava vivo

Os pais já estavam a transportar o corpo para os rituais fúnebres quando perceberam que o recém-nascido se mexia dentro do saco em que lhes fora entregue

Acabou por morrer, esta quarta-feira, devido a “infeção e outros problemas médicos” o bebé prematuro que na semana passada fora erradamente declarado morto à nascença num hospital privado da capital indiana, e entregue aos seus pais dentro de um saco de plástico.

O caso teve grande destaque no país e o ministro da Saúde, Satyender Jain, anunciou que a licença do hospital poderá ser cancelada caso seja provada negligência médica.

O bebé era um dos dois gémeos de 22 semanas que haviam nascido, supostamente sem vida, no Hospital Max, na quinta-feira passada.

Os corpos dos dois bebés foram devolvidos à família dentro do saco, mas quando já estavam a transportá-los para os rituais fúnebres perceberam que um deles estava a contorcer-se. De imediato acorreram a levá-lo para uma clínica, onde viria a falecer cerca de uma semana depois.

A família recusou-se a efetuar os rituais fúnebres antes que sejam tomadas medidas contra o Hospital Max. Dois médicos foram demitidos no domingo após a abertura de um inquérito.

As nossas profundas condolências aos pais e aos membros da família. Ao mesmo tempo que compreendemos que a sobrevivência em bebés muito prematuros é rara, é sempre muito doloroso para os pais e para a família. Desejamos-lhes força para superarem esta perda”, declararam os responsáveis do Hospital Max, em comunicado.

Uma equipa encarregada de averiguar o caso já determinou que o hospital não seguiu os protocolo médico estabelecido para lidar com casos de bebés prematuros.

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