www.vidaeconomica.ptvidaeconomica.pt - 7 dez 18:47

Cuidado com o seu smartphone

Cuidado com o seu smartphone

As preocupações com os ataques do tipo ransomware - o tal vírus que sequestra e que está no topo das “ciberpreocupações” – tem incidido sobretudo sobre redes informáticas e computadores pessoais. Importa, porém, alertar para o facto de este tipo de ataques poder e estar a ocorrer sobre os nossos telemóveis pessoais.
Efetivamente, ao substituir os desatualizados telefones portáteis tradicionais, comummente designados como dumbphones, pelos atuais smartphones, passámos a poder aceder de forma rápida e permanente a todo um manancial de potencialidades, até aí só acessíveis em computadores pessoais, as quais podem ser continuadamente ampliadas pela instalação de novas aplicações, disponíveis on-line. Acrescentámos, assim, à capacidade de estar permanentemente contactáveis por telefone a capacidade de acesso à internet, de sincronização dos dados da agenda com o computador pessoal e com uma lista de contactos, tudo isto apenas limitado pela memória disponível do telemóvel, que também, por sua vez, pode ser ampliada por via de um cartão extra de memória. Os mais recentes e complexos modelos de smartphone possuem inclusive características de hardware bastante elevadas, permitindo processamento de gráficos em 3D para jogos, possibilidade de filmar e fotografar com enorme resolução, bem como sensores biométricos usados para desbloqueio a partir de impressão digital e, até, sensor de batimentos cardíacos.
Sendo o mercado de dispositivos Android atualmente da ordem dos 1,4 mil milhões de dispositivos ativos, é fácil entender que os ataques cibernéticos lhe vão sendo cada vez mais dirigidos, ampliando também o seu campo de atuação. Se numa primeira fase se limitavam a infiltrar os dispositivos de criptografia de arquivos, bloqueando o ecrã e impondo as instruções a seguir para recuperar o controlo sobre o equipamento, o panorama alterou-se desde 2015, registando-se casos de equipamentos utilizados indevidamente para enviar mensagens remotamente ou efetuar chamadas à revelia dos usuários e com prejuízo direto para eles.
Atualmente, tudo se faz através do smartphone, desde verificar o correio eletrónico a interagir nas redes sociais, comprar produtos e serviços, enviar mensagens de texto e, mais arriscado, fazer transações bancárias. Esse manancial de utilizações torna o dispositivo móvel um alvo excelente para fraudes, por via de malware e do recurso a engenharia social, permitindo a subtração dos, ou levando a que se forneçam, os logins e informação financeira sem se aperceber.
Já no que respeita à forma como os hackers acedem ao smartphone, conforme já referimos em artigos anteriores, são inúmeras as possibilidades, sendo a mais obvia a utilização de Wi-Fi público desprotegido, ou um aplicativo que o leitor instala e que, na verdade, não é o que parece. Existem ainda formas mais complexas, como o malware estar oculto num anexo de um e-mail ou num link que consta de um SMS, mensagem de texto ou, até, num anúncio malicioso colocado num site legítimo.
Por fim, importa recordar que se usar o mesmo dispositivo para se conectar à rede da sua empresa, arrisca-se a disseminar a infeção de malware a todo o sistema.
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