www.vidaeconomica.ptSusana Almeida - 7 dez 19:17

LUCRAR COM… Enchidos vegan e de aves

LUCRAR COM… Enchidos vegan e de aves

Salsichas e enchidos geralmente são feitos de carne de porco moída com diferentes condimentos e espessuras. Enchidos já levam maior variedade de subprodutos de animais, em geral de porco. A pele é de víscera animal, colágeno ou algas. As espessas têm pele de tecido ou papel, a descascar ou esfregar. O enchimento, mesmo artesanal, é com equipamento em aço inoxidável.

A salsicha contém muita gordura e há anos começaram a chegar aos mercados norte-alemão e nórdicos enchidos de aves e vegan. A grande imigração de muçulmanos trouxe também enchidos e salsichas de borrego. A salsicha de galinha já tem muita oferta, como a de peru.
Usa-se agora muita pele vegetariana, feita de proteína de soja. Usa-se muito quorn na salsicha vegetariana. O quorn leva o cogumelo Fusarium venenatum (PTA-2684), clara de ovo e leite sem lactose. A micoproteína é cultivada em grandes frascos de levedura, esterilizada com água oxigenada, adicionando açúcar, glicose, minerais e vitaminas. É sobretudo a micoproteína digestiva sólida, que consiste principalmente de células e fibra. O produto da massa é coletado, seco, lavado, misturado com clara de ovo e várias ervas. Em seguida, a massa é formada para diferentes produtos com diferentes texturas e densidades, para enchidos e salsichas.
Nos países nórdicos os importadores são Axfood, Ica, COOP, Bergendahls. Na Alemanha Veganz e Yoyo, além da lista no https://veganfitness.de/Fleisch-Fischalternativen?gclid=EAIaIQobChMIurCN3p7r1wIVBLgbCh3XDw4eEAAYASAAEgJ_d_D_BwE
Esta atividade, enquanto artesanal exige um limitado investimento. O principal recurso é a sua disponibilidade de tempo, facilidade em línguas e adotar na produção os padrões daqueles nichos. A nossa grande vantagem competitiva é o acesso quase o ano todo às ervas aromáticas e digestivas e ainda a um clima propício para a produção de vários tipos de cogumelos e ainda de borrego. E ser um produto artesanal.
A certificação deve ser feita pelo próprio importador ou por quem ele determinar, evitando-se assim a enorme burocracia local. Há importadores que, se gostarem da sua personalidade e determinação, enviarão um técnico para o orientar, desde que tenha um plano para lhe mostrar as ervas e os fornecedores locais.
A margem de lucro no início é mínima, mas com vários belos rótulos em papel reciclado, com as fotos das ervas e o sorriso de uma criança bem nutrida, pode alargar a lista de importadores e entrar em mercados com boa margem, como os distribuidores para restaurantes gourmet naqueles países e ainda na Rússia. Talvez até começar com estes, que não estão nas grandes feiras alimentares, mas nas especializadas.
Em Portugal o mercado restringe-se a três redes que vendem sobretudo a estrangeiros, como o Apolónia, no Algarve. Ver ainda https://nit.pt/listagem/as-novas-lojas-gourmet
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