www.jornaldenegocios.ptjornaldenegocios.pt - 15 nov 11:01

BCP e Galp levam PSI-20 para mínimos de dois meses

BCP e Galp levam PSI-20 para mínimos de dois meses

A bolsa nacional acompanha a tendência negativa das acções europeias, que estão hoje em queda pela sétima sessão consecutiva.

A bolsa nacional voltou para terreno negativo esta quarta-feira, 15 de Novembro, depois de ter quebrado ontem uma série de quatro sessões consecutivas de perdas. Nesta altura, o PSI-20 está mesmo a negociar no valor mais baixo dos últimos dois meses, com uma descida de 0,78% para 5.227,73 pontos (um mínimo de 15 de Setembro).

Das 18 cotadas que formam o principal índice nacional, 14 estão com sinal vermelho e apenas quatro em alta.

A tendência negativa estende-se às principais praças europeias, que seguem com desvalorizações superiores a 0,5%, provocadas sobretudo pelas empresas do sector da mineração e da energia. Isto depois de a Agência Internacional de Energia ter cortado as estimativas para a procura de crude em 2018 e de os dados do Instituto do Petróleo Americano terem mostrado um aumento das reservas de crude nos Estados Unidos.

Em queda pela sétima sessão consecutiva, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, recua 0,76% para 380,93 pontos, o valor mais baixo desde meados de Setembro.

Em Lisboa, o BCP e a Galp Energia são as cotadas que mais penalizam o PSI-20. Seguindo a tendência do sector, a Galp desvaloriza 2,20% para 15,775 euros, numa altura em que o petróleo cai mais de 1% nos mercados internacionais.

Já o BCP desce 1,43% para 24,73 cêntimos, depois de, na segunda-feira, ter apresentado lucros de 133,3 milhões de euros até Setembro e ter confirmado que não pagará dividendos relativos a 2017.

A contribuir para a tendência negativa estão também as cotadas do sector da pasta e do papel com a Altri a perder 1,6% para 5,161 euros, a Navigator a recuar 1,8% para 4,038 euros e a Semapa a cair 0,48% para 15,615 euros.

Os CTT, que já tocaram num novo mínimo histórico de 3,09 euros, recuam 0,85% para 3,134 euros.

No entanto, a maior queda é protagonizada pela Pharol, que afunda 5,74% para 34,5 cêntimos, depois de ter sido noticiado que os responsáveis pela insolvência da Espírito Santo International, no Luxemburgo, estão a preparar uma acção judicial contra a Pharol, pedindo a restituição de 750 milhões de euros.

Do lado das subidas estão apenas a EDP, a Ibersol, a Sonae Capital e a Nos.   

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