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Cleverti pondera criação de centro de competência em blockchain

Cleverti pondera criação de centro de competência em blockchain

Com o blockchain a amadurecer, a empresa está a considerar criar um centro de competências nesta tecnologia. Equaciona também abrir escritórios num país francófono.

A Cleverti está a trabalhar em áreas como a inteligência artificial, Internet das Coisas e realidade aumentada, para onde considera avançar, explicou Carlos Coutinho Silva, CEO da empresa. A empresa está também a acompanhar de muito perto a evolução e maturação do blockchain, “ponderando a criação, a curto prazo, de um Centro de Competência nesta recente tecnologia que está a evoluir rapidamente”.

Nos últimos dois anos a empresa terá investido cerca de 240 mil euros em investigação e desenvolvimento. Em 2016 o investimento rondou os 120 mil euros, valor semelhante ao utilizado no corrente ano. O objectivo é “reforçar as nossas competências internas em áreas em que já trabalhamos, acompanhando a sua evolução tecnológica e, em paralelo, criar novas competências em áreas e tecnologias emergentes, como é o caso do blockchain”.

Vocacionada para operações nearshore, a Cleverti tem clientes nas áreas das tecnologias de informação, banca e seguros, energia, saúde, educação, administração pública, retalho, metalomecânica, consultoria, comunicação, desporto e turismo, entre outros.

Em 2016, a empresa facturou 1,25 milhões e euros, o que representou um crescimento de 37% face ao ano anterior, em linha com as previsões apontadas no início do ano, apesar de um dos projectos adjudicados para o exercício ter acabado por não avançar “devido a alterações conjunturais na organização do cliente, provocando um ligeiro decréscimo face à facturação estimada”, lamentou.

2017, tem sido o ano da consolidação da empresa cujo volume de negócios provém, essencialmente, das exportações. A facturação não deverá apresentar grandes oscilações em relação a 2016. “Até meados do ano, antecipámos um crescimento substancial no mercado nacional”, o que acabou por não se concretizar.

“O mercado português continua a ter uma expressão baixa na nossa facturação, mas contamos fazer crescer também a nossa operação nacional, ainda este ano e sobretudo em 2018. Para isso, a nossa equipa foi recentemente reforçada com duas pessoas que actuarão em exclusivo em Portugal”, assinalou Carlos Coutinho Silva.

Investimento nos mercados francófonos

A Cleverti opera a partir de Portugal e tem projectos em dez países – Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Holanda, Noruega, Reino Unido, Suécia, Suíça, além de Portugal. “A nossa última bandeira foi colocada na Holanda, onde ganhámos recentemente um projecto com uma empresa que desenvolve aplicações Web e Mobile na área da logística”.

No ano em curso, a Cleverti desenvolveu este ano o negócio no mercado francófono com especial incidência em França e na Suíça. “O mercado francês em particular é muito desenvolvido e experiente em operações nearshore, sendo a vasta experiência da Cleverti neste tipo de operações uma mais-valia essencial para esta abordagem”.

Além do sedimentar uma parceria, firmada em 2016, com uma empresa local, cujo nome não pode ser avançado por motivos contratuais, foi também reforçada a equipa com um responsável pelos países francófonos, que acabou por se revelar o “o principal impulsionador do nosso pipeline neste mercado”. Em onze meses, “conseguimos fechar projectos com clientes muito interessantes em diversos sectores de actividade”, na área das TI, da comunicação, do retalho e da saúde. Estas sementes acarretam “referências e credibilidade” para o crescimento da empresa, já em 2018, ano em que está prevista a abertura de um escritório local para “assegurar um serviço de maior proximidade”.

Entre outros projectos, a Cleverti desenvolveu nos últimos 12 meses um projecto de gestão de eventos para uma “agência britânica especializada no design e desenvolvimento de aplicações digitais de última geração para grandes empresas”.  A Cleverti ficou encarregue da reconversão tecnológica de uma plataforma de gestão de eventos desenvolvida em Microsoft Azure e envolvendo outras tecnologias como o React. Estiveram envolvidos três programadores e um “tester”. A plataforma está atualmente em produção, estando em curso o desenvolvimento de novas funcionalidades adicionais.

“Há escassez de profissionais qualificados em Portugal”, Carlos Coutinho Silva (Cleverti)

Em perspectiva, estão também mercados como o Canadá ou os EUA. Em 2017, a empresa desenvolveu “um conjunto de iniciativas cujo objetivo é avaliar e preparar a nossa entrada nos mercados americanos, nomeadamente a nossa associação a organizações e plataformas relevantes com vista a promover a Cleverti e substanciar o nosso posicionamento”. 

Este ano, a empresa contratou menos de uma dezena de técnicos e, para solidificar o negócio, a está “continuamente a reforçar os centros de competência com profissionais de topo”. Carlos Coutinho Silva explica que a empresa procura programadores e “testers” com diversas competências, nomeadamente PHP, Java, Javascript, .NET, Mobile, Cloud, Testing e Security. A operação nearshore tem um peso significativo no negócio da empresa, pelo que “uma parte substancial destes projectos são desenvolvidos a partir das nossas instalações em Lisboa para clientes em várias geografias.

Em 2018, o “nosso grande objectivo, embora ambicioso, é duplicar o número de colaboradores e esperamos que a conjuntura do mercado nos facilite a concretização dessa meta”. A conjuntura a que Carlos Coutinho Silva se refere é a “escassez de profissionais qualificados sentida em Portugal”.

Desenvolvimento tecnológico de rede social de troca de descontos

A Cleverti associou-se a uma startup que concebeu uma “rede social para troca de descontos, integra consumidores, marcas e retalhistas numa única plataforma digital”.

A Spindots recorreu à Cleverti para o desenvolvimento de funcionalidades assentes em tecnologias como JavaScript, MySQL e JSON. Do lado da Cleverti estiveram envolvidos no projecto Spindots Universali dois programadores a tempo inteiro, dois a tempo parcial e um gestor de projecto, além de um responsável de segurança.

A solução está implementada, na versão beta, estando a ser negociadas parcerias com associações comerciais para o alargamento da oferta de lojas e marcas. Em simultâneo, está a ser preparada uma nova versão que deverá sair em 2018. Começaram também negociações com várias cadeias de lojas para a implementação da solução sectorial de gestão de comunidades de parceiros, uma spinoff da aplicação base.

 Por Mafalda Simões Monteiro Tags
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