www.sabado.ptFlash - 14 nov 10:05

Um país (e uma selecção) à prova de fogo

Um país (e uma selecção) à prova de fogo

Quando alguns dirigentes de clubes insistem numa estratégia de terra queimada que incendeia o futebol, é a selecção que contribui para elevar a modalidade.

Aproveitando a dupla jornada para jogos de selecções, a Federação Portuguesa de Futebol propôs-se realizar os seus encontros em Viseu e Leiria, dois distritos fustigados pelos incêndios. A iniciativa meritória envolve ainda a cedência dos lucros dos jogos para auxílio às populações.

Aqui fica o louvor à iniciativa da Federação a favor das vítimas dos incêndios.

Libertando-se, por momentos, da ditadura das audiências, também os três canais generalistas de televisão foram exemplo e asseguraram o ‘directo’ do jogo. E o encontro de Viseu, inicialmente sem grande significado competitivo, ultrapassou o âmbito desportivo e resultou em noventa minutos de unidade nacional.

Quando alguns dirigentes de clubes insistem numa estratégia de terra queimada que incendeia o futebol, é a selecção que contribui para elevar a modalidade, demonstrando que o futebol bem ‘jogado’ torna-se, à imagem dos seus resilientes adeptos, espaço de aproximações e à prova de fogo.

Quanto ao jogo, repetiu-se a vitória de 3-0 alcançada em 2006, o que contribuiu para tornar mais expressivo o sorriso dos 6788 espectadores que, no Fontelo, significaram um abraço de ‘todos nós’.

Pelo frágil futebol patenteado, a Arábia Saudita é um adversário apetecível no próximo Mundial. A menos que, entretanto, a Arábia consiga ensinar a sua nova cidadã – o inteligente robô Sophia (que dizem ter ‘alma’) – a jogar futebol! Sublinhe-se a ironia de um ‘robô feminino’ ter sido o primeiro a receber a ‘cidadania’ (!), isto num território onde os direitos civis não são equiparados.

Segue-se o jogo com os EUA, selecção que ficou de fora do próximo Mundial – na opinião do seu seleccionador Bruce Arena, por culpa de… Donald Trump! Segundo ele, parte dos maus resultados na qualificação para a Rússia ficaram a dever-se à ‘raiva’ que a política de imigração de Trump provocou na América Central, fazendo com que as selecções centro-americanas jogassem com mais ‘ganas’ contra os americanos.

Se tal tese relativa ao comportamento dos chefes de Estado for verdadeira, afigura-se que, no Mundial, Portugal terá mais hipóteses de vencer.

Como sempre declara o meu amigo Toninho: "A avaliar pela simpatia do nosso Presidente, ninguém na Rússia nos vai fazer frente!".

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