eco.pteco.pt - 14 nov 16:21

Fenprof: “Ou há compromisso ou vamos ter uma enorme greve”

Fenprof: “Ou há compromisso ou vamos ter uma enorme greve”

Sindicatos dos professores reúnem-se esta tarde com o Governo. Fenprof não se mostra confiante em chegar a um acordo mas diz que greve é desconvocável.

Momentos antes da reunião entre os dois maiores sindicatos dos professores e o Ministério da Educação, a Fenprof disse não estar confiante num acordo que beneficie ambas as partes e acredita que, se o Governo quisesse realmente chegar a um acordo, não esperaria pela véspera da greve para convocar os sindicatos.

Em causa está a proposta de não contagem do tempo de serviço destes profissionais, prevista na proposta do Orçamento de Estado para 2018 e que será debatida esta quarta-feira no Parlamento. Momentos antes da reunião, o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, disse aos jornalistas que “as expectativas são muito baixas” em relação a um acordo com o Ministério da Educação.

"A nós parece-nos que, se houvesse da parte do Governo a intenção de fazer uma negociação séria sobre o descongelamento das carreiras, ela [a reunião] já deveria ter acontecido.”

Mário Nogueira

Secretário-Geral da Fenprof

Esta reunião com o Ministro da Educação já tinha sido pedida a 12 de outubro, no entanto, apenas foi convocada esta terça-feira, na véspera da greve marcada pelos sindicatos dos professores, descrita pelos mesmos como a maior da década. Além disso, a reunião será apenas com duas secretárias de Estado, o que, para os sindicatos, vem salientar a pouca importância que o Governo dá a esta causa.

Mário Nogueira acrescentou ainda que “a greve é desconvocável até ao momento em que ela começa”, mas não acredita que será possível chegar a um acordo. “Das duas uma: ou hoje há aqui um compromisso claro, inequívoco, escrito e assinado de que o tempo de serviço dos utentes é recuperado, ou amanhã vamos ter uma enorme greve de professores porque não admitimos este desrespeito, esta falta de consideração e esta falta de estima pelos professores ao não quererem contar o tempo que as pessoas cumpriram”, garantiu.

O representante da Fenprof diz ter consciência do esforço orçamental a que esta medida obriga, mas estão “disponíveis para encontrar uma forma faseada no tempo de fazer esta recuperação”.

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