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Protesto - Generais engenheiros ausentes de cerimónia em Tancos

Protesto - Generais engenheiros ausentes de cerimónia em Tancos

Dia da Engenharia Militar do Exército marcado pela ausência de figuras como os generais Rocha Vieira e Valença Pinto

Um major-general, na reserva, tornou-se esta sexta-feira o primeiro militar de duas estrelas a tomar posse como diretor honorário da Arma de Engenharia, numa cerimónia em Tancos.

Numa cerimónia que fontes militares disseram ao DN ter ficado marcada pela ausência de figuras como os generais Rocha Vieira, Valença Pinto e Campos Gil, o tenente-general Rodrigues da Costa (três estrelas) entregou o bastão de diretor honorário ao atual responsável pela direção de História e Cultura Militar do Exército.

O major-general Aníbal Flambó, na reserva embora na efetividade de serviço, sucede assim a uma longa lista de generais de três e quatro estrelas - no ativo - como diretor honorário da Engenharia Militar, pois Rodrigues da Costa deixou há dias o cargo de vice-chefe do Estado-Maior do Exército (VCEME) por passar à reserva.

A ausência das figuras de referência da Engenharia Militar, objetivamente uma forma pública de protesto nos costumes militares, é particularmente significativa por ocorrer na tradicional cerimónia que, anualmente, junta a grande maioria dos militares da Arma - a começar pelos generais de quatro e três estrelas, assinalaram as fontes.

A cerimónia marcou os 370 anos da Engenharia Militar e coincidiu com a comemoração do Dia do Regimento de Engenharia nº 1 (RE1), em Tancos, a que presidiu o chefe do Estado-Maior do Exército (CEME), general Rovisco Duarte.

"Há algum mal-estar" com o CEME, disse ao DN um dos tenentes-generais engenheiros que também, e "pela primeira vez", não compareceu à cerimónia. Note-se que Rocha Vieira (antigo governador de Macau) e Valença Pinto (ex-chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas) ocuparam o cargo de chefes do Exército e Campos Gil foi VCEME.

A causa mais imediata, segundo outra fonte, residirá na aparente decisão do CEME em não propor a promoção de qualquer major-general engenheiro ao posto de três estrelas (tenente-general), para o qual há três vagas em aberto: comandos operacional, da Logística e do Pessoal.

Fonte oficial do Exército escusou-se a confirmar ou fazer qualquer comentário sobre o caso, confirmando apenas a presença do CEME na cerimónia realizada na unidade que esta sexta-feira celebrou 205 anos e cujo comandante foi um dos cinco afastados temporariamente pelo general Rovisco Duarte após o furto nos paióis de Tancos.

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