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Fecho dos mercados: Bolsas indefinidas em dia de queda do dólar

Fecho dos mercados: Bolsas indefinidas em dia de queda do dólar

Na última sessão da semana, a bolsa nacional terminou em subida ligeira. Na Europa, o sentimento foi de alguma indefinição. No mercado cambial, o dólar desceu depois da publicação da inflação.

Os mercados em números

PSI-20 subiu 0,01% para 5.457,96 pontos

Stoxx 600 avançou 0,29% para 391,42 pontos

S&P 500 soma 0,20% para 2.556,14 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal subiu 1,2 pontos-base para 2,333%

Euro soma 0,09% para 1,1841 dólares

Petróleo ganha 1,76% para 57,24 dólares, em Londres

Bolsas voltam a fechar sem direcção

As principais bolsas europeias voltaram a fechar sem uma tendência definida. O índice de referência da Europa, o Stoxx600, somou 0,29% para os 391,42 pontos, mas mercados de peso como o espanhol, o francês e o inglês desvalorizaram. Ainda assim, frisa a Reuters, as acções europeias subiram para máximos de quase quatro meses, a reflectir a apresentação de resultados de empresas.

Por cá, o PSI-20 fechou em alta ligeira. Somou 0,01% para os 5.457,96 pontos, apesar de ter 13 cotadas em queda. O BCP e a Galp Energia impediram a desvalorização do mercado nacional. O banco somou 2,07% para 25,13 cêntimos, já a petrolífera apreciou 1,51% para 15,425 euros, isto numa altura em que os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais. Além do BCP e da Galp, a Pharol também terminou em alta, com um ganho de 0,63% para 47,9 cêntimos.

Juros sobem nos prazos mais longos

Os investidores terminaram a semana a exigir juros mais altos para apostar na dívida pública portuguesa. Apenas nos prazos mais curtos se verificou um ligeiro alívio. Na maturidade de referência, a dez anos, a taxa de juro somou 1,2 pontos-base para os 2,333%. No caso da Alemanha, as taxas de juro desceram, o que elevou o prémio de risco da dívida nacional para 192,94 pontos.

Esta sexta-feira, o Tesouro português anunciou que vai regressar ao mercado, na próxima semana. O IGCP leva a cabo, na próxima quarta-feira, dois leilões de títulos de curto prazo onde espera levantar entre 1.000 e 1.250 milhões de euros. Em causa, estão emissões de linhas com maturidades de três meses (vencimento em 19 de Janeiro de 2018) e 11 meses (21 de Setembro de 2018).


Euribor ficam inalteradas

Na última sessão da semana, as taxas Euribor ficaram inalteradas em todos os prazos. A taxa a três meses, que está em valores negativos desde Abril de 2015, manteve-se pela oitava sessão consecutiva nos -0,329%, acima do mínimo histórico de -0,332%. Já a Euribor a seis meses, que serve de indexante em mais de metade dos créditos à habitação, também ficou inalterada nos -0,274% pela quinta sessão consecutiva. A Euribor a nove meses manteve-se no mínimo histórico de -0,222%, enquanto a taxa de mais longo prazo, a 12 meses, ficou inalterada nos -0,181%, também o valor mais baixo de sempre.

Dólar em queda depois da inflação

A moeda norte-americana está a desvalorizar face à maioria das principais moedas negociadas. Isto depois de ter sido anunciado que o índice de preços no consumidor, em Setembro, nos Estados Unidos, subiu menos do que o estimado, o que travou as apostas de uma subida da taxa de juro por parte da Reserva Federal em Dezembro. O índice do dólar, medido pela Bloomberg, cede 0,13% para os 1.162,51 pontos. O euro segue a valorizar 0,09% para os 1,1841 dólares.

Petróleo em alta com sinais de reequilíbrio no mercado

Os preços do petróleo estão a valorizar, em ambos os mercados de referência. A justificar estes ganhos está a expectativa de que comece a haver um reequilíbrio no mercado. Na semana passada, os inventários de crude desceram em 2,75 milhões de barris, nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, as importações chinesas estão perto de recorde. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) veio revelar que prevê que a oferta mundial vai em breve alinhar-se com a procura. Em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) soma 1,70% para os 51,46 dólares por barril. Já em Londres, o Brent aprecia 1,76% para os 57,24 dólares por barril.

Níquel a caminho da melhor semana do ano

Os últimos dias têm sido de ganhos para o níquel, que aprecia mais de 9% no acumulado da semana, o que representa o maior ganho desde Setembro de 2016. Os preços estão a ser impulsionados pelas notícias de encerramentos das fábricas nas províncias de Shandong, Shanxi e Jiangsu, na China. Esta sexta-feira, os preços do metal somam 1,7% para os 11.590 dólares por tonelada.  

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