www.cmjornal.ptPedro Santana Lopes - 13 out 01:30

O que estava previsto

O que estava previsto

Não fazia sentido votar a 9 de dezembro, entre o feriado de sexta e o domingo.
Uma semana depois de Pedro Passos Coelho ter anunciado que não se recandidata à liderança, importa fazer o devido registo desse facto. O facto de que decidiu não continuar em funções, alguém que prestou notáveis serviços a Portugal, numa altura de grave crise nacional, melhor dizendo, de verdadeira emergência nacional. Pedro Passos Coelho venceu as duas eleições legislativas que disputou e acabou por sair na sequência de umas eleições para as autarquias locais.

Começaram já, entretanto, os habituais elogios a quem sai. As pessoas têm mesmo pouca preocupação com a coerência.

Nestes anos, e nomeadamente nos últimos tempos, quase só se ouvia dizer mal de Pedro Passos Coelho na opinião publicada. Agora, vê-se o contrário e rapidamente passou a presidenciável.

Depois da demissão de Pedro Passos Coelho, num conselho nacional, foi convocado um outro conselho nacional para fixar a data das eleições diretas e do congresso para se escolherem os novos órgãos nacionais. Nesse conselho nacional havia quem preferisse que as eleições fossem em breve, apesar de só um militante ter já anunciado que as iria disputar e de se ter começado a preparar, faz tempo, para o efeito. Todavia, esse conselho nacional acabaria por decidir, numa votação claríssima, a data que tive ocasião de propor ao presidente do partido: diretas a 13 de janeiro. Na verdade, não fazia sentido a outra proposta, de 9 de dezembro. Queriam que se votasse num sábado, entre o feriado de sexta, dia 8, e domingo. Julgo que não são precisos comentários.

É bom lembrar, mais uma vez factualmente, que durante as semanas e meses que antecederam o dia 1 de outubro, foi sendo escrito que Pedro Passos Coelho iria ter, seguramente, um adversário nas diretas e no congresso a terem lugar no início de 2018. Repetindo: o que estava previsto era um confronto entre o ainda presidente do PPD/PSD e o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto. Foi aliás dito, nas vésperas das eleições autárquicas, que o ex-presidente da Câmara Municipal do Porto seria candidato contra Pedro Passos Coelho, fossem quais fossem os resultados. Essa hipótese não se confirmou, obviamente, porque Pedro Passos Coelho não se recandidatará.

Na terça-feira à noite, no espaço da SIC Notícias com António Vitorino, anunciei a minha candidatura a apresentar na próxima semana. Na quarta-feira, foi a vez de Rui Rio fazer, não o anúncio que já estava feito, mas a própria apresentação. Ao fim e ao cabo, tudo tem seguido o seu curso normal e agora teremos três meses, desde o dia deste artigo até ao dia das eleições diretas. É tempo de nos fazermos à estrada e de irmos ter com quem nos espera, as bases do PPD/PSD.

De Fernando Santos a Trump
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A presidente do CDS deu uma entrevista na passada semana com inequívoca clareza estratégica. Assunção Cristas disse que só admite coligações com o PSD. E isso, naturalmente, é de registar.

Quarto minguante - Theresa May
Internamente, a primeira-ministra britânica é contestada dentro do seu próprio Governo, ao mesmo tempo que o processo negocial do Brexit com a União Europeia parece estar num impasse.

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Os EUA anunciaram que vão abandonar a UNESCO no próximo ano, naquilo que pode ser visto como mais uma decisão do Presidente americano contra o multilateralismo.
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