observador.ptobservador.pt - 17 set 10:03

Esquerda catalã denuncia “condições antidemocráticas da convocatória” do referendo

Esquerda catalã denuncia “condições antidemocráticas da convocatória” do referendo

Um grupo de organizações da esquerda catalã tornaram público o "Manifiesto 1-O" no qual denunciam "as condições antidemocráticas da convocatória" do referendo independentista.

Um grupo de organizações, personalidades, profissionais, ativistas políticos, sindicais e sociais da esquerda catalã tornaram este domingo público o “Manifiesto 1-O” no qual denunciam “as condições antidemocráticas da convocatória” do referendo independentista.

O manifesto, inserido como publicidade na edição de hoje do diário El País, é subscrito e financiado pelas 960 pessoas que assinam e denuncia que a convocatória de 1 de outubro “feita por Puigdemont e o seu ‘Govern’ é um engano para toda a sociedade catalã que não pode ser aprovada” pelos votos dos autores do texto.

As cinco razões que os assinantes do documento destacam para denunciar esta “estafa antidemocrática” são a falta de transparência, não haver mínimo de participação e se ter relegado e marginalizado as forças da oposição.

Ainda por cima, adiantam os assinantes do documento, “não se procura que o povo catalão decida livremente e em consciência, mas apenas uma declaração de independência, e é uma decisão unilateral por parte de quem não representa mais do que 36%”.

Qualquer democrata, seja qual for a sua posição em relação à independência, deve recusar esta convocatória, imprópria de uma democracia e enganadora”, afirmam.

Os subscritores do manifesto assumem-se como “pessoas de esquerda, de variadas correntes ideológicas e de distintas culturas políticas” que lutaram pelas liberdades contra o franquismo, contra o terrorismo e contra a guerra, bem como pelos direitos das mulheres e das minorias sociais”.

O texto adianta que os assinantes também lutaram contra os cortes e a corrupção e rejeitam “as políticas do Governo de Rajoy” e estão convictos de que “é possível um futuro comum, livremente eleito” numa “Espanha plural” que reconheça “todas as identidades dos povos que a integram”.

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