expresso.sapo.ptexpresso.sapo.pt - 17 set 17:41

Mães indonésias associaram-se a grupo de pedofilia no facebook para o denunciar

Mães indonésias associaram-se a grupo de pedofilia no facebook para o denunciar

Após descobrir o grupo, uma mulher alertou outras mães e retirou da internet todas as fotos que partilhara dos seus filhos. A polícia foi avisda e diz estar a investigar o caso, em conjunto com o FBI

No início deste ano, Risrona Simorangkir, descobriu um grupo no Facebook onde eram expostos vídeos e fotografias de conteúdo pedófilo. Chocada, resolveu tornar-se membro, com o objetivo de o denunciar e proteger os seus filhos. Decidiu ainda apagar de imediato todas as fotografias que já tinha partilhado dos seus filhos, um recém nascido e outro de sete anos, adianta a “BBC News”.

Acabou por partilhar a informação com outras mães, através de um grupo onde debatiam vários assuntos relacionados com a educação dos filhos. Muitas fizeram como ela, para denunciar o grupo à polícia.

Risrona Simorangkir conta que os membros do grupo se referiam às vítimas como “lolly”, diminutivo de “lollypop” - chupa-chupa, em inglês. Por causa do tipo de fotografias e vídeos que eram partilhados, abandonou o grupo ao fim de algumas horas, por não aguentar ver mais. Garante ainda à BBC News ter lido comentários sobre “como se aproximar e seduzir uma criança para fazer sexo com ela; o que fazer para garantir que não conte nada aos pais; e como fazer sexo sem as fazer sangrar”.

“Um homem partilhou uma história sobre como fazia isso com o seu próprio sobrinho. É assustador”, diz Risrona.

Denunciado o caso às autoridades, a polícia diz estar a trabalhar sobre o assunto, em conjunto com o FBI , por suspeita de que alguns membros possam estar diretamente ligados a redes internacionais de pedofilia.

“Um dos suspeitos entrou em 11 grupos de WhatsApp, ligados a 11 países diferentes, adiantou ao mesmo jornal o porta-voz da polícia de Jakarta, Argo Yuwono.

O grupo que postava conteúdos de pedofilía tinha 7 mil membros. Partilharam nele 400 vídeos e 100 fotografias, refere o jornal britânico. Ativistas dizem que as mães “correram riscos desnecessários” e que o melhor é apenas denunciar à polícia e tomar medidas no que toca à privacidade digital.

A experiência deixou esta mãe com mais medo de pessoas da sua própria família, mas também lhe abriu os olhos “para ser mais cuidadosa” e alertar mais os seus filhos.

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