observador.ptobservador.pt - 17 set 14:15

Bombardeamento aéreo mata doze civis perto da capital do Iémen

Bombardeamento aéreo mata doze civis perto da capital do Iémen

Veículo que transportava 12 civis, incluindo mulheres e crianças, foi atingido este sábado, a 70 km de Sanaa. Ataque aéreo foi alegadamente levado a cabo da coligação liderada pela Arábia Saudita.

Doze civis, incluindo mulheres e crianças, morreram perto da capital iemenita Sanaa devido a um ataque aéreo alegadamente da coligação liderada pela Arábia Saudita, indicaram este domingo responsáveis locais, habitantes e uma agência rebelde.

Um responsável local declarou à AFP que um veículo que transportava 12 civis foi atingido por uma bomba no sábado em Harib Al-Qaramish, distrito da província de Marib, a cerca de 70 quilómetros a nordeste de Sanaa.

A zona está nas mãos dos rebeldes ‘houthis’ pró-iranianos que também controlam a capital Sanaa e o norte do Iémen há três anos.

A agência rebelde Saba também noticiou este ataque, precisando que o veículo foi totalmente destruído e que todos os ocupantes morreram.

Segundo habitantes, quatro crianças e duas mulheres estão entre as vítimas mortais.

A coligação árabe liderada pela Arábia Saudita, que intervém no Iémen apoiando as forças governamentais agrupadas no sul do país, foi criticada regularmente no passado no Ocidente por ter lançado repetidamente ataques aéreos contra civis.

Desde o início da intervenção da coligação árabe em março de 2015, cerca de 8.400 pessoas morreram e 48.000 ficaram feridas, incluindo numerosos civis, no conflito no Iémen.

Entretanto, a Cruz Vermelha condenou este domingo o assassínio de crianças no Iémen por alegados bombardeamentos aéreos, sublinhando que o ataque de sexta-feira na cidade de Taiz era um alerta para o “imenso sofrimento” dos civis durante a guerra civil no Iémen.

“Não podemos fingir que não vemos o crescente número de civis feridos ou mortos devido aos ataques indiscriminados na guerra civil no Iémen”, afirmou Robert Mardini, chefe da Cruz Vermelha para o Médio Oriente.

“Apelamos a todas as partes envolvidas no conflito para tomarem todas as precauções para que os civis não sejam atingidos”, adiantou.

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