observador.ptobservador.pt - 17 set 17:39

Dos esgotos de Londres para um museu, com 130 toneladas

Dos esgotos de Londres para um museu, com 130 toneladas

Uma massa de gordura com peso equivalente a uma baleia azul está a bloquear parte dos esgotos de Londres. Museu da cidade quer expô-la, a fim de alertar "para a forma como vivemos nas cidades".

É uma massa de gordura e outros restos de materiais muitas vezes despejados nossos canos que está a entupir parte dos esgotos da cidade de Londres, na zona de Whitechapel. Tem 250 metros de comprimento, o que significa que é uma massa mais longa do que uma das pontes da cidade, a Ponte da Torre. E pesa 130 toneladas — ou seja, o equivalente ao peso de uma baleia azul, como explicou a BBC.

A 250-metre long "fatberg" weighing 130 tonnes is found blocking a sewer in London https://t.co/DiaDIfLffT pic.twitter.com/Tp4WszuGvZ

— BBC News England (@BBCEngland) September 12, 2017

A Thames Water, responsável pelo abastecimento de água e sistema de esgotos de Londres, explicou que esta é a maior massa deste género (apelidadas de ‘fatberg’ em inglês) já encontrada na cidade pela empresa. Ao todo, serão necessárias cerca de três semanas para remover este aglomerado de gordura e outros materiais como fraldas, toalhitas e preservativos. “É um monstro e será necessária muita força humana e maquinaria para a remover, porque entretanto solidificou”, explicou Matt Rimer, responsável da Thames Water. “É como tentar partir cimento.”

“Todos temos um papel para prevenir este tipo de situação”, alerta Rimmer na página da empresa. “Os esgotos não são um abismo para [onde atiramos] o lixo lá da casa. A nossa mensagem para todos é clara: por favor, ‘deitem foram, não bloqueiem’.”

A situação é tão insólita que já levou um dos curadores do Museu de Londres, Alex Werner, a anunciar que gostaria de obter parte da massa de gordura para a expor no Museu. “Ilustra bem as falhas nas infraestruturas de Londres”, explicou ao “The Guardian”. “O nosso esgoto é do século XIX e está com dificuldades em lidar com o aumento de arranha-céus e de população. Daqui a 50 anos, talvez isto seja apenas um artefacto histórico, pois poderemos já ter resolvido este problema.”

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