www.dinheirovivo.ptdinheirovivo.pt - 17 set 12:00

“É importante atrair novas empresas que criem riqueza”

“É importante atrair novas empresas que criem riqueza”

O responsável da ANMP defende a criação de incubadoras e de parques empresariais, industriais e tecnológicos.

Manuel Machado, presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e da Câmara Municipal de Coimbra, garante que a primeira prioridade das autarquias é apoiar a atividade económica e tornar as suas cidades e vilas o mais atrativas possível para a captação de novos investimentos. Mas para fixar as empresas já existentes e atrair novas empresas que criem emprego e riqueza em cada município, defende, há que investir na criação de incubadoras e de parques empresariais, industriais e tecnológicos.

Que importância tem o tecido empresarial para o desenvolvimento das economias locais?
O poder local democrático foi uma grande conquista do 25 Abril.
Instituído há 40 anos, é uma das grandes conquistas para o desenvolvimento integrado e coeso de Portugal. Se, nesta altura, Portugal se distingue pela positiva entre os seus parceiros europeus num campeonato de crescimento económico em que, normalmente, têm dificuldades, em boa parte deve-o às condições de atratividade que as autarquias conseguiram criar nas suas cidades e nos seu territórios. Destacam-se dois ciclos de políticas autárquicas protagonizados pelos municípios e pelas freguesias ao longo destes 40 anos. Primeiro, infraestruturámos o país. O primeiro ciclo foi marcado pelas obras. A seguir, iniciámos um novo ciclo de políticas autárquicas, nas quais favorecer a atividade económica, atrair o investimento, possibilitar a inovação e ajudar a criar empresas, passaram a ser as principais missões das autarquias de hoje.

Considera que as empresas são os verdadeiros motores dos municípios portugueses?
No novo ciclo de políticas autárquicas – que é aquele que estamos a viver – as autarquias instituíram como primeira prioridade das suas políticas e do seu trabalho no terreno o apoio à atividade económica e o combate ao desemprego. Hoje, o que está no topo das preocupações dos autarcas são as condições de atratividade das suas cidades e das suas vilas e, em muitos casos, a luta contra a desertificação. É um ciclo que aposta muito mais nos valores imateriais, nos fatores de competitividade no mercado global.

O que podem fazer os municípios para atrair mais empresas para o seu território e assim melhorar a economia local?
Os municípios portugueses, por força da lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, têm, como uma das suas atribuições, a promoção e salvaguarda dos interesses próprios das populações. E, neste sentido, têm competências de promoção do desenvolvimento local. Ora, como é sabido, o desenvolvimento de um município passa, não só mas também, pelo seu tecido económico, em geral e pelo setor empresarial, em particular. É precisamente por isso que as Câmaras Municipais trabalham quotidianamente para o desenvolvimento económico da sua região, empenhando-se afincadamente na criação de condições de atratividade para as empresas, investindo na criação e modernização de incubadoras empresariais e de parques empresariais/ /industriais/tecnológicos, assim procurando criar emprego, desenvolver a região e melhorar as condições de vida das suas populações.

É preciso mais investimento?
É muito importante fixar as empresas já existentes e atrair novas empresas que criem emprego e riqueza em cada município e que contribuam para o desenvolvimento do país. Neste ciclo, atrair o investimento, ajudar a criar empresas e possibilitar a inovação, tornaram -se nas principais prioridades das autarquias.

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