observador.ptobservador.pt - 17 set 09:53

Macau. Governo diz que proibições de entrada de jornalistas não tem relação com eleições

Macau. Governo diz que proibições de entrada de jornalistas não tem relação com eleições

O chefe do Executivo de Macau afirmou que a alegada proibição de entrada de jornalistas de Hong Kong no território não estará relacionada com as eleições em curso.

O chefe do Executivo de Macau afirmou este domingo, depois de votar para a Assembleia Legislativa, que a alegada proibição de entrada de jornalistas de Hong Kong no território não estará relacionada com as eleições em curso.

“Tenho de saber mais sobre a razão de impedir essas pessoas de entrarem em Macau. Que eu saiba (…) não há uma relação direta entre as duas coisas”, disse Chui Sai On, indicando que eventuais impedimentos não estão relacionados com trabalhos da Comissão de Assuntos Eleitorais da Assembleia Legislativa (CAEAL) e do Comissariado contra a Corrupção.

O chefe do Executivo respondia assim a questões sobre jornalistas de Hong Kong que se queixaram de não conseguirem entrar em Macau para cobrir as eleições para a Assembleia Legislativa (AL).

“Todos os nossos serviços efetuaram os trabalhos de acordo com a lei, e como [só] agora é que sei deste caso, tenho de conhecer mais”, acrescentou.

Até ao momento não foi possível confirmar junto das autoridades se jornalistas de fora foram impedidos de entrar em Macau.

O impedimento de entrada de jornalistas em Macau tem vindo a acontecer com alguma regularidade. No final de agosto, em menos de uma semana, cinco jornalistas de Hong Kong não puderam passar a fronteira, com as autoridades a sublinharem sempre que a decisão não está relacionada com a profissão.

Chui Sai On deslocou-se, pelas 12h (5h em Lisboa), ao Instituto Salesiano de Macau para votar.

“Como eleitor [vim] exercer o meu direito de voto e dever civil. Gostaria de apelar à população para exercer o seu direito de voto. A CAEAL tem desempenhado os trabalhos de acordo com a lei para salvaguardar eleições tranquilas, justas e transparentes”, disse.

Após a votação do chefe do Executivo, o presidente da CAEAL, o juiz Tong Hio Fong indicou que até às 11h (4h em Lisboa) a comissão tinha sido notificada de apenas três casos de irregularidades: dois em que eleitores atenderam o telefone dentro do local de voto e um sobre gravações ou fotografias não autorizadas.

Durante a manhã, vários governantes e membros da administração exerceram o seu direito de voto, incluindo os secretários, o presidente do Tribunal de Última Instância (TUI) e o presidente da Assembleia Legislativa.

O secretário para a Economia e Finanças, Lionel Leong, manifestou confiança de que os eleitores “irão certamente exercer o seu direito de voto de forma racional e prudente, no sentido de eleger deputados à Assembleia Legislativa com capacidade de supervisão, debate político e aptidão legislativa”.

Alexis Tam, secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, apelou aos jovens, em especial aos que votam pela primeira vez, para que exerçam “o seu dever cívico” e escolham “o deputado que fale por Macau e trabalhe verdadeiramente pelos interesses da população”.

Após votar, o presidente do TUI, Sam Hou Fai, indicou que o tribunal ainda não recebeu qualquer informação sobre corrupção eleitoral, acreditando que mesmo que existam casos, ainda estarão em fase de investigação.

A AL de Macau é composta por 33 deputados, dos quais 14 são eleitos diretamente pela população, 12 por via indireta (associações) e sete são nomeados pelo chefe do Executivo.

1
1