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Cayo Blanco: Só para quem ama sol, areia e mar

Cayo Blanco: Só para quem ama sol, areia e mar

Se não gosta de praia com água quente, não se permite relaxar, e é avesso a não fazer nada, evite esta ilha de Cuba. No dia em que o governo abrir este pedaço de terra encantado aos habitantes locais, Cayo Blanco estará muito perto da descrição mais próxima do que é o paraíso.

Indicações úteis

O esquecimento de protector solar pode arruinar as férias. Em termos de refeições, se quer desfrutar delas sem confusão, espere na espreguiçadeira ou no mar, enquanto os seus "colegas" de viagem se dirigem para o restaurante e vá depois. Note-se que entre Agosto a Outubro é a épocas dos furacões nesta zona do globo, embora seja uma altura de grande turismo. O Irma foi uma excepção em termos de força. 

Como ir

Infelizmente, não há muitas opções para chegar a Cayo Blanco que não sejam através de uma excursão turística. Os preços não são baratos, mas, com paciência (e algum charme!), poderá negociar o preço do dia, onde está tudo incluído: almoço, bebidas e passeios. O mais normal é que um adulto pague entre 75 e 90 euros – a maior parte dos sítios aceita pagamento com cartões de crédito.


Onde ficar

Por opção do Governo, Cayo Blanco não tem hotéis, o que não deixa de ser curioso num país que vive, sobretudo, do turismo. Por outro lado, confere-lhe uma aura especial porque sabe que pode ficar por ali umas boas horas sem confusão e com vontade de voltar um dia após o outro. O mais perto que tem de Cayo Blanco é Varadero, onde, já sabe, as opções são variadas, desde hotéis de cadeias internacionais em regime "tudo incluído" até casas particulares, onde pode conviver com cubanos e conhecer melhor este povo encantador.




Mesmo os espíritos mais solitários e aventureiros em viagem cedem, de vez em quando, a algumas visitas organizadas só porque a grande maioria dos viajantes recomenda isto ou aquilo. Confesso que não sou muito adepta deste tipo de excursões – nada tenho contra quem as faz – mas prefiro sentir-me a viajar em todos os planos que faço e livros que leio sobre um destino.

Esta nota prévia serviu para explicar que me deixei encantar por Cayo Blanco, uma ilha situada perto de Varadero, e que só é acessível por excursão. Não é um passeio barato, o que fez aumentar a minha desconfiança, mas como de dois passámos a três viajantes, e achei que o mais pequeno iria adorar a experiência, acabei por ceder.

E, admito, já andei por muitas praias paradisíacas, algumas delas dei-vos a conhecer neste espaço, mas Cayo Blanco tem um postal diferente até da idílica península de Varadero, situada a apenas 20 quilómetros deste paraíso cubano, onde, infelizmente, ainda só podem entrar… cidadãos de nacionalidade estrangeira. Nem tudo é perfeito, mas acreditamos que é uma questão de tempo até que os cubanos se juntem às outras nacionalidades – afinal, a maioria dos hotéis de Varadero já abriu aos habitantes nacionais. O primeiro passo foi dado.

Cuba tem imensos cayos, e este é um dos mais visitados, por estar perto de Varadero, mas também porque a viagem para qualquer um dos outros aumenta, e muito, o orçamento final da viagem. Por isso, são muitos os que continuam a optar por Varadero, que senti menos turística agora do que há uns anos, na primeira vez que visitei Cuba, o que não deixa de ser um paradoxo, tendo em conta que o país está, agora, mais receptivo a uma abertura.

Voltemos a Cayo Blanco e ao passeio que nos transporta até lá e que inclui uma paragem para "snorkeling" e uma outra para uma interacção com golfinhos. A primeira pode ter piada, sobretudo para quem está pouco habituado a nadar entre corais e peixes coloridos – no meu caso, admito, achei confusão a mais num espaço e tempo limitados – a segunda, sim, é uma experiência inesquecível. Ainda mais para quem tem filhos e vê a alegria deles a olhar para os golfinhos. Ainda hoje, os beijos do Guga e do Xavi são recordados lá por casa.

De experiência em experiência até Cayo Blanco, uma ilha pequena, sem hotéis e na qual é impossível pernoitar. A proximidade com Varadero é a desculpa certa para o governo cubano não aceitar expandir este pedaço de paraíso. A água é completamente transparente – haverá alguma forma de caracterizar azul sem cor? – a temperatura é (muito) quente e a vontade é de sentar no mar, ficar e contemplar a areia branca, tão branca que, ao longe, parece cal. É assim na cor e também ao tacto. Pode ficar e relaxar ou optar por dar a volta à ilha: vale bem a pena, por encontrar recantos absolutamente paradisíacos, mas tendo em atenção que as zonas de mata são quase impenetráveis. Não arrisque.
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